A vida do livreiro A. J. Fikry, de Gabrielle Zevin

Vocês já sentiram seu coração ser abraçado depois de um livro que acabaram de ler? Foi assim que A Vida do Livreiro A. J. Fikry me fez sentir, com o coração quentinho. A primeira vez que bati o olho no livro foi na Livraria Cultura, em Brasília. Achei a capa lindinha e o título também me chamou a atenção, comprei na curiosidade. Faço isso pouquíssimas vezes, para evitar decepções. Mas a autora, Gabrielle Zevin, acabou ganhando uma nova admiradora por conta dessa obra tão sublime. Sublime – acho que essa é a palavra que descreve bem o livro.

Acompanhamos a história do A. J. Fikry, que é dono da única livraria em Alice Island. Ele é viúvo e mora sozinho no andar de cima da livraria, e logo percebemos o quão ranzinza e mal-humorado o personagem pode ser. Sua maior diversão é colocar medo nos representantes das editoras que vão lhe apresentar os catálogos de lançamentos. A. J. é bastante crítico e só vende os livros que gosta, sendo um cliente muito, muito, muito difícil para todos os representantes.

Desde que a sua mulher morreu, ele não consegue ver mais um futuro tão bom pela frente na livraria. Por isso, ele guarda um exemplar raríssimo do primeiro livro de Edgar Allan Poe – ele diz, ao longo do livro, que é uma droga. Sua intenção é vendê-lo e se aposentar. Entretanto, a primeira reviravolta da história acontece quando o exemplar é roubado e uma criança é abandonada na sua livraria. Sua alternativa é continuar tocando a livraria e educar a menina, que se mostra, cada ano mais, ser bastante inteligente. E é ela quem consegue recuperar um brilho nos olhos do livreiro que tinha se apagado há bastante tempo.

Uma coisa interessante de se mencionar é que, no início de cada capítulo, há um livro recomendado por A. J. para sua mais nova filha, Maya. Ele escreve um parágrafo explicando o porquê da indicação, e muitas delas contém doses de acidez e ironia, típico do personagem.

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Os personagens são interessantes e dá vontade de ser amiga de cada um deles, haha. O livro é rápido (190 páginas, só!), fofo e leve, daqueles que você lê num final de semana na fazenda dos seus avós. Sem contar que ele tem algumas referências e indicações literárias que valem muito a pena destacar para colocar na listinha para ler depois. Para quem ama livros – e enredos lindinhos – vai ser uma leitura bastante prazerosa, aposto! :)

Os esmaltes da Coleção Escritoras, da Granado

Depois de todo o auê (justo!) que rolou ontem por causa da coleção Homens que Amamos da Risqué, achei que valia a pena falar um pouco mais de um bom exemplo. A Granado Pharmácias, que existe desde 1870, vai muito além dos clássicos cremes hidratantes, sabonetes, desodorantes e itens para barbear. A marca investiu bastante também nos seus esmaltes, criando fórmulas enriquecidas com vitamina E, cálcio e proteína da seda; livres de tolueno, parabenos, formaldeído, cânfora e DBP (as alérgicas comemoram o/).

E outra coisa que me agrada bastante nos esmaltes da Granado é que a marca faz questão de nomeá-los com o primeiro nome de várias mulheres incríveis que fizeram história. É assim na Coleção Cantoras (os esmaltes têm nomes como Aretha e Tina) e na Coleção Pin Ups (Ava, Rita, Grace…). Não poderia ser diferente na incrível Coleção Escritoras. Ela foi lançada há bastante tempo – em junho do ano passado – mas os esmaltes ainda estão à venda na loja online da Granado por R$18,50 cada vidrinho de 10ml.

Vamos conhecer um pouco sobre cada uma das cores? :)

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O Cemitério, de Stephen King

Ler O Cemitério, do Stephen King, foi uma pequena grande saga, eu diria. Comecei a lê-lo no dia 31 de outubro do ano passado e fui terminá-lo só esse mês. Acho que só demorei tanto assim para terminar um livro em Crime e Castigo. Bom, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? E, por mais que não pareça, eu adorei o livro.

O Cemitério foi o primeiro livro do autor que li, e o motivo da escolha foi muito simples: Ramones. Uma das minhas músicas preferidas da banda é Pet Sematary e ela foi inspirada nesse livro do Stephen King. I don’t want to be buried in a pet cemetery. I don’t want to live my life again. A grafia errada do nome “sematary” é proposital, é assim mesmo que está escrito na obra (ou, em português, “simitério”).

O livro conta a história de Louis Creed, um médico que acabou de se mudar com a sua família para uma casa da cidadezinha Ludlow, no Maine. Com ele, foram Rachel, a mulher, Ellie, a filha, Gage, o bebê e Winston Churchill, o gato de Ellie. Assim que chegam na casa nova, a família conhece o vizinho, Jud Crandall, um senhor muito simpático que é casaco com uma senhorinha fofa, Norma. Por mais bonita que fosse a casa e fossem boas as expectativas – Louis estava começando num novo trabalho – a vida da família não tem sossego.

As coisas estranhas começam a acontecer quando Louis vai para o seu primeiro dia como médico na Universidade do Maine. Um acidente brutal acontece com um dos alunos e ele precisa socorrê-lo. Por mais que a cabeça do paciente estivesse destroçada, ele ainda consegue falar com Louis para alertá-lo. E, como se não bastasse, ainda aparece em seus sonhos (?) para avisá-lo do perigo do “simitério” dos animais.

Até que um dia, Church, o gato de Ellie, é atropelado enquanto Louis está sozinho em casa (e a família passa um tempo com os pais de Rachel). Jud, seu vizinho, na esperança de ajudá-lo, mostra o caminho que está além do “simitério”. E qual não é a surpresa de Louis quando o gatinho aparece vivo da Silva de volta à sua casa? Calma, esse spoiler não é tão grande assim – ele está escrito já na orelha do livro. A verdade é que esse fato impulsiona Louis para o que virá daí para frente.

O livro não é tão aterrorizante, acho que o ponto forte dele é o fato de questionar e refletir sobre a morte. Não só Louis fala sobre isso, mas todos os personagens tocam no assunto de certa maneira. E todos eles têm jeitos diferentes de encarar a morte. Claro, todos nós temos uma experiência diferente com ela. A escrita de Stephen King é leve e fácil de assimilar e, por isso, fiquei com muita vontade de ler outras obras dele. Quem sabe Carrie, a Estranha ou O Iluminado, né?

Adorei poder conhecer um pouco sobre o modo de escrever de Stephen e como ele desenvolve o enredo. Para quem gosta de terror muito explícito, esse não é a obra certa. Mas: se você curte uma boa história com terror leve, vai em frente. ;)

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De bônus, a foto do novo inquilino da casa que só quem me segue no Instagram sabe, haha. Ainda preciso falar sobre ele aqui! :D

Dois cantinhos para desejar

Nos últimos dias, descobri duas decorações que fizeram meu coração pular. Dois cantinhos que eu fiquei desejando secretamente. Por isso, trouxe aqui para externar todo o meu amor por esses dois lugares tão carinhosamente decorados que encheram meus olhos.

O primeiro é o home office/sala da blogueira Mollie Makes, que é pura fofura, cheio de inspirações para todos os lados. O segundo é a sala e a sala de jantar da Eva e do Rogério, que saiu no Casa Aberta e me encantou. Impossível não se apaixonar pela decoração dos dois espaços.

Inspiração é o que não falta! :D

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