Looks: Colete longo branco

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A edição dos looks de hoje é muito especial. Há algumas semanas, fui convidada pela Bhárbara para conhecer a Jardin. Vocês imaginam como fiquei feliz, já que acompanhava a marca de longe há algum tempo, e achava o máximo. Encontrei com a Bhárbara num sábado, logo depois de toda a loucura do Minas Trend, e ela foi uma fofa. Ela me mostrou toda a casa onde fica o showroom da Jardin, que também é o lugar onde são feitas as peças – desde a concepção da ideia da coleção até a efetiva produção (cortes, costuras…).

Eu nunca tive uma experiência parecida, então, conhecer o lugar e olhar para o rosto de quem faz as roupas que estou vestindo, é algo inimaginável. Foi um momento incrível, que realmente me ajudou a cair a ficha do quão importante é comprar de quem faz – o quão importante é consumir de quem se importa em fazer um trabalho justo e que valoriza cada pessoa inclusa no processo. Indico muito uma experiência assim para quem ainda tem dúvidas da importância de preferir pequenos produtores.

Uma das minhas peças preferidas na visita foi um colete branco longo. Adorei a peça, que não é tão óbvia, e tem uma textura super diferente. Ela é de malha, mas é mais pesadinha, então, mesmo quando bate um vento, ele continua composto. Mesmo em uma composição mais simples, o colete faz toda a diferença.

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Segunda-feira

Colete: Jardin | Camiseta: Youcom | Calça: Renner | Sandália: Melissa | Bolsa: MIMs Bags

Na segunda-feira, fui com um look basicão, com uma camiseta e calça jogger jeans. Eu adorei como ficou a composição, porque ela prova exatamente o que eu falei acima: mesmo numa roupa básica, o colete dá outra cara. Estou virando fã de coletes longos. Nesse tempo, só eles para darem um toque a mais sem fazer a gente morrer de calor, haha. :)

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Categorias: Cotidiano

Por onde anda o armário-cápsula

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Vocês sabem que eu adoro fazer textão, né? E seria inevitável aparecer um novo por aqui desde o último post para explicar alguns pontos. Acho que escrevi meio na pressa (ou estava achando o texto muito grande) e aí várias coisas ficaram sem conexão. Mas não faz mal, não vejo problema em escrever mais sobre as questões que andam me cutucando nos últimos tempos.

Uma das minhas prioridades por aqui é não tentar ser a dona da verdade (ninguém é!), e sim expor a minha opinião e ouvir de vocês as suas. Esse blog não seria nada sem os comentários de vocês. Eu aprendo muito com o que comentam, por isso: obrigada. Talvez o tom do texto anterior tenha parecido meio autoritário, mas foi um desabafo, e desabafos às vezes podem parecer um apontar de dedos, uma acusação. É uma preocupação grande a minha de passar exatamente o que quero falar, tomando cuidado com as palavras. Justamente para evitar que algo seja interpretado de uma maneira errada. Mas talvez a última vez não tenha dado muito certo, hehe.

Como falei, parei de postar um pouco aqui no blog sobre o armário-cápsula. Primeiro porque é cansativo, segundo porque eu não queria que o blog só tivesse o mesmo assunto e terceiro porque eu mesma estava revendo todo o conceito. Ele é uma coisa muito individual, que cada uma passa por ele de determinada maneira. Eu posso mostrar apenas como é meu jeito de fazer as coisas, mas não posso determinar o jeito certo de fazer. E confesso que, sim, me incomoda um pouco o fato de tratarem o conceito de uma forma tão resumida, mas é inevitável, né? Sempre tentei expor algumas das minhas considerações sobre ele por aqui, mas tem uma hora que fica chato falar a mesma coisa de novo e de novo.

Eu também errei pra caramba em todo esse processo. Mas, poxa, não vou me martirizar por conta disso. É satisfatório poder perceber que os erros ensinam. Por causa disso, eu posso ter parecido contraditória em alguns momentos, mas o que mais me dói é a falta de interpretação de texto“poxa, seu armário só tem peça de fast-fashion, por que você está falando contra elas agora?” ou “foi você que disseminou o armário-cápsula e agora pegou bode dele?”. Sei que, conforme o blog vai crescendo, é mais provável que pessoas aleatórias, que nunca leram o blog, apareçam por aqui e comentem esse tipo de coisa. Muitas vezes comecei a me questionar se eu não falava demais e se eu deveria guardar mais coisas para mim mesma.

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Mas aí que entra a questão. Eu sou blogueira oldschool, tô na internet desde quando era só um campinho de futebol. Por isso, só sei fazer blog se ele for 101% euzinha. E sou humana como qualquer outra pessoa. Tenho as minhas opiniões (que mudam bastante), minhas falhas, minhas escolhas e meus questionamentos. Em alguns momentos, nem sei mesmo se concordo totalmente com o texto que escrevi. Poucas vezes fico inteiramente satisfeita com eles, sempre acho que falta dizer, mencionar ou esclarecer algo. Mas né, estamos na internet, apenas pessoas que te admiram se dão o trabalho de ler mesmo o que você escreve.

Um dos motivos do armário-cápsula ter parado de aparecer por aqui porque fui adaptando demais à minha vida, e ele quase perdeu as suas características originais. Não determino mais meu guarda-roupa por temporada. Quando estou afim de trocar algumas peças, vou lá e troco. Simples assim, sem sofrimento. Não me proíbo de comprar roupa, mas tenho comprado cada vez menos (a grana curta tem ajudado muito nesse quesito, risos). E também porque ainda estou no processo de autoconhecimento. Essa parada demora MUITO. Não é de um dia para o outro, de um mês para o outro ou sequer de um ano para o outro. Pior: nem sabemos de fato se esse processo vai acabar, porque nós estamos em constante mudança.

O armário-cápsula não é uma técnica milagrosa que, de repente, vai te deixar super consciente do seu próprio estilo. Na verdade, para mim, ele foi um pontapé nessa direção, mas até hoje minhas dúvidas têm dúvidas. Nós temos muito acesso à informações de moda, muitas opções para escolher, e isso vai nos deixando confusa em relação a quem somos. Por isso acho tão importante pararmos de “inspirar” em outras pessoas para olhar mais para dentro, sacar de verdade o que nos torna únicas.

Pegar algo e reproduzir igual, para mim, não é uma forma legítima de se expressar. As coisas precisam fazer sentido para você, senão, do que vale todo o esforço? Qual o sentido de estar numa busca por si mesma e querer ser outra pessoa? Qualquer processo desse tipo sem uma busca por autoconhecimento vai ser apenas energia e tempo desperdiçados. Melhor nem começar, porque não vai levar a lugar nenhum. Daqui um tempo, você estará estagnada, da mesma forma que estava no início do processo, porque ele não influenciou em nada na sua descoberta por si mesma.

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Os posts sobre roupas não vão desaparecer por aqui, porque é um assunto que adoro falar e confesso que adoro rever os looks que montei. Eles só aparecem menos. Eu gosto de muitas coisas e, como esse é um espacinho 101% meu, acabo colocando tudo o que chama a minha atenção, e aí aparecem posts com assuntos cada vez mais diversos. E eles só não acontecem em maior quantidade por causa do tempo escasso dessa minha vida.  Mas podem ter certeza que cada palavra escrita aqui foi escolhida com carinho e tem um porquê.

Não sei se consegui me expressar direitinho, mas juro que tentei. Mais uma vez, obrigada por aparecerem por aqui e obrigada por me lerem. Isso significa muito para mim, de coração. Podem comentar sempre que tiverem vontade e não se desculpem por escreverem textões por aqui. Como vocês podem ver, é uma especialidade da casa, haha. Adoro ler tudo o que vocês comentam. :)

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O minimalismo te fez perder a personalidade?

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Esse texto foi impulsionado pelas maravilhosas Babee e Bessie. Dois posts para ler já! <3

O minimalismo têm sido um assunto difícil de fugir. O que é bom, já que estamos muito preocupados com o rumo acelerado, ansioso e consumista da nossa sociedade atual. O grande problema é o fato do minimalismo como estética ter tomado conta do que consumimos. Fotos com fundos brancos e produtos fofinhos. Muitas vezes, os itens dessas fotos foram comprados com esse intuito: fotogenia. Ele nem é usado – fica guardado numa gaveta até compor a próxima foto.

E aí a gente para e se questiona: até que ponto isso faz parte da personalidade de alguém? As escolhas são algo que vem naturalmente ou são apenas reproduções de um modelo? O mesmo tem acontecido com layouts e com a moda. Já cansei de encontrar blogs por aí que copiaram o layout do Teoria. Já não aguento mais ver looks sem personalidade, CTRL + C e CTRL + V, de outros. Conseguimos ver nitidamente que algumas pessoas perderam a sua personalidade em nome de uma “tendência”.

Confesso que parte do motivo de ter parado de falar sobre armário-cápsula por aqui foi ver a dimensão errada que a técnica tomou. Um dia desses vi alguém comentar “adorei essa foto cápsula”, se referindo a uma foto limpa, branca. Gente, cápsula virou elogio, como assim, haha! Vocês já me viram falar por aqui sobre o cuidado com a técnica. Elas não precisam ser adotadas por todo mundo, não podem tomar conta da sua vida e não devem virar uma obsessão. Precisam ser leves, divertidas e te ajudar a encontrar a si mesma. Algumas pessoas simplesmente ignoram essa parte. Nunca é demais dizer: não necessariamente você vai se encontrar num look básico – e ainda bem! Cada uma de nós possui um estilo com o qual ficamos confortáveis. Ou seja, não tente se encaixar num modelo, crie o seu próprio!

O armário-cápsula é um bom ponto de partida caso você não veja nenhuma conexão entre as suas roupas e a sua vida. Se você está ok com tudo, não tem por que doar todas as suas roupas. Vai contra todo e qualquer conceito de consumo consciente comprar mil peças novas e básicas para montar um armário “mais a sua cara”. Ninguém tem armário perfeito e o estilo é algo que está em constante mudança. O que você usa muito hoje pode não servir para a sua vida daqui um ano. Então, muita calma nessa hora!

O que quero dizer é que o minimalismo não é para todo mundo. E ele não se resume a espaços brancos com destaques em preto – peloamor! No grupo do armário-cápsula no Facebook, fizemos uma pastinha com composições para “inspirar”, e 80% dos looks têm camisetas listradas. Eu tô pegando um bode muito grande de listras. Parece que é a única estampa que existe no mundo. E cada vez mais aparecem matérias de como padronizar suas fotos no Instagram e manter tudo organizado. Até entendo quando é perfil de marca ou portifólio, mas gente, não dá para padronizar a nossa vida, querer que ela se encaixe em uma estética.

Usar o Pinterest para se inspirar é diferente de querer copiar. Ele vai te ajudar a aumentar o seu repertório, ver maneiras diferentes de usar determinada peça, olhar para algum look com outros olhos e tornar suas possibilidades mais vastas. A graça está em interpretar essa nova informação ao seu próprio estilo, e não usar tudo exatamente como está. Estilo a gente descobre olhando para dentro. Como disse a Ana e a Ly num workshop maravilhoso que fui, você é a sua história. Você é as pessoas que te rodeiam. Você é tudo o que lê, ouve, faz, come, fala e gosta. É isso que mostra quem você é – e não fotos no Pinterest.

Tudo o que falo aqui nesse blog faz parte da minha vida, e nem tudo o que mostro aqui vai fazer sentido para você ou para qualquer outra pessoa, porque somos diferentes. Mas isso faz parte de viver – ver a experiência de outra pessoa, digerir e analisar se aquilo se encaixa na sua vida ou não e pronto. Por isso, vai ter conta no Instagram bagunçada sim, azulejos bregas na cozinha, roupa de cama amassada e cabelo com frizz, porque somos humanas, todas trabalhadas na realidade.

Esse post tem o objetivo de não só alertar outras pessoas como também servir de aviso para mim mesma. É sempre bom questionar as nossas próprias escolhas, rever as nossas referências. Já não aguento mais ver fotos no Instagram que são idênticas umas às outras. Já não aguento mais ver blogs com o mesmo layout. Isso não me conta mais nada sobre os donos dos perfis. E vocês? O que acham disso tudo?

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9 maneiras de começar uma vida mais leve

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Um dos sites que é minha fonte de referências sobre minimalismo é o Into-Mind. O site/blog é cheio de dicas para planejar o armário, além de reflexões sobre estilo e sobre a vida. E, de vez em quando, a Anuschka, que mora em Berlim, a dá algumas dicas e enumera os passos para tornar essa questão do minimalismo ainda mais palpável.

Nessa listinha, ela enumerou 9 passos ou maneiras de começar uma vida mais leve. Mesmo que algumas demorem mais tempo do que gostaríamos para serem resolvidas, servem para dar um norte nas nossas atitudes diárias – e, quem sabe, mudar um pouco nosso modo de vida e torná-lo mais simples.

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  • Conheça as suas prioridades.

Minimalismo é sobre dar espaço para as coisas que realmente adicionam valores à sua vida. Quais as 3 (4, 5 ou 6) coisas mais importantes para você?

  • Pare de se sobrecarregar.

Seu tempo é precioso! Quais dos seus atuais compromissos estão alinhados com as suas prioridades e quais você mantém por obrigação?

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  • Livre-se do excesso.

O excesso físico traz um grande impacto negativo nos seus níveis de estresse. Dê um bom detox nos espaços da sua casa a cada dois meses.

  • Não vise uma produtividade 24 horas por dia.

Pare de tentar preencher qualquer minuto do seu dia com algo produtivo. Permita-se pelo menos 2 horas por dia para recarregar as baterias.

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  • Cuide da sua mente como um jardim.

Sua mente merece tanta atenção quanto a sua casa. Pratique o autoconhecimento e dê uma chance para a meditação também!

  • Compre menos.

Preste mais atenção a o que você introduz na sua vida. Gaste mais tempo em experiências do que em coisas. Elas duram mais!

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  • Cancele assinaturas.

Sobrecarga de informações dilui sua atenção e drena a sua energia. Foque em algumas poucas fontes favoritas e cancele a assinatura das outras.

  • Desligue as notificações.

Mídias sociais e notificações de e-mail nos mantêm em um estado constante de distração criando um senso falso de urgência. Desligue tudo!

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  • Tarefa única.

Levar uma vida multitarefa é uma maneira de gastar energia e não ser muito eficiente. Tente isso: uma tarefa de cada vez, com uma mini pausa a cada hora.

Já comecei desativando notificações desnecessárias no meu celular e, ó, ando conseguindo focar bem melhor no trabalho. E vocês? Planejam implementar algum desses passos? :)