A saga de volta aos cabelos cacheados

Recebi uma mensagem fofa da Giovanna Bellotto na página do TC no Facebook pedindo para falar sobre a minha transição de volta aos cabelos cacheados. Para quem não sabe, em 2012 comecei uma “desintoxicação capilar”. Durante muito tempo, vivi sob escovas progressivas e, aos poucos, o meu cabelo foi ficando frágil, sem brilho e muito mal-humorado. Eu já não conseguia ficar feliz com os cabelos lisos, eles não me representavam mais.

Comecei a fazer tantas escovas achando que ele fosse ficar mais prático, sem tanto frizz ou rebeldia. Na verdade, eles ficaram beeem mais complicados de tratar e eu fui gastando muito mais dinheiro do que gostaria no salão. Ele já não estava mais com um movimento natural e comecei a ficar com saudades dos meus cachinhos. Decidi parar de fazer escova progressiva.

processo

Não é uma decisão fácil, ainda mais para quem não quer cortar o cabelo curto e permanece com ele comprido – ele vai ficando estranho, metade cacheado e metade liso. Mas, naquele momento, decidi tentar algo radical. Foi aí que em julho de 2012, fui ao salão e pintei o cabelo com a minha cor natural e cortei bem curtinho. Antes de cortar, cheguei até a postar algumas inspirações aqui no blog.

Estranhei demais ao me ver no espelho, mas, conforme fui me acostumando, acabei gostando bastante. É um tipo de corte que não te exige esforço. Eu, praticamente, já acordava pronta. Esperei crescer um pouco mais e cortei de novo em setembro de 2012, para eliminar de vez a escova presente nos fios.

evolucao

Quem já teve um cabelo curtinho e esperou crescer sabe como é um pouco complicada essa transição. O cabelo chega num tamanho que, se você acorda num bad hair day, não há soluções que o melhorem. De qualquer forma, investi bastante em grampos, lenços e outros acessórios de cabelo para disfarçar quando ele não acordava legal. Aí em janeiro de 2013 ele começou a tomar forma.

Em fevereiro de 2013, fiz meu intercâmbio. Meu cabelo estava começando a crescer meio desordenado quando eu tive a péssima ideia de cortar por lá. A cabeleireira cortou estilo Joan Jett e eu saí chorando do shopping; fui correndo para um salão perto da minha casa pra resolver o problema. Haja grampos e mais grampos para mantê-lo – e novamente precisei fazer escova sempre que saía do banho. Isso me deixou triste demais.

Ele só foi ficar bacana lá para junho/julho de 2013, mas, ainda assim, precisava fazer escova na franja. Quando voltei para o Brasil, em agosto de 2013, continuei a deixar o cabelo crescer. Em janeiro desse ano comecei a parar de fazer escova na franja e adotar o estilo meio rebelde que ficava. Tenho sorte de ter um cabelo que cresce razoavelmente rápido, então, logo a franja ficou no tamanho ideal e me liberou da escova quase diária.

Nessa época, percebi como a química da escova progressiva mudou bastante a estrutura do meu cabelo. Ele tinha cachos mais definidos e, agora, preciso de um certo esforço para ficar certinho.

produtinhos

devacurl

Fui à The Beauty Box procurando algum produto para cabelos cacheados e a vendedora me indicou a linha DevaCurl. Só de passar debaixo do banho já dá para sentir a diferença que ele faz. O resultado é um cabelo com cachos definidos e bem macios. Entretanto, pelo menos para mim, não é do tipo de produto que dá para usar toda hora. Primeiro, por causa do preço, segundo, porque ele deixa os fios beeeem hidratados. No meu caso, meu cabelo fica até oleoso. Então, vou alternando essa linha de tratamento com uma comum, para cabelos cacheados, como Dove e TRESemmé, que dão certo no meu cabelo.

Uma parte de extrema importância para mim é o pós-banho. Leave-ins ou cremes sem enxágue são cruciais para o cabelo ficar com uma forma legal e permanecerem hidratados. Sem contar que eles dão uma maneirada no frizz. Belo Horizonte tem um clima mais seco, então isso também ajuda no controle dos fios rebeldes. Quando vou para o Rio de Janeiro é um Deus nos acuda, hahaha.

resultado

Bom, o resultado vocês veem na primeira foto do post. Cortei o cabelo novamente em maio desse ano e aproveitei para fazer umas mechas. Nunca fui tão loira na vida. Estranhei muito no início, mas agora que ele cresceu um pouquinho, as mechas ficaram mais assentadas. Foi um longo processo até chegar aqui e nem sempre foi fácil. Em alguns momentos, chegava a chorar por saber que ainda ia demorar para o meu cabelo crescer. Eu nunca fui muito apegada, mas meu objetivo de ter os cachos de volta era claro. Não ia sossegar até lá.

Mas acho que a palavra de ordem para quem quer ter seu cabelo cacheado de volta é: paciência. Para o meu cabelo ficar do jeito que queria, demorou 2 anos – entre erros, acertos, cortes, escovas e acessórios mil para o cabelo. É um processo. Ninguém fica com o cabelo grande, bonito e cacheado de um dia para o outro. Só se você já nasceu assim. E cogitar fazer um permanente nos fios é um péssimo caminho, porque pode deixá-lo ainda mais danificado e ressecado.

É importante ter um objetivo na cabeça e fazer de tudo para alcançá-lo. Muita coisa vai aparecer no meio do caminho para te desviar da rota. Eu, por exemplo, cogitei várias vezes em voltar para a escova progressiva. Mas é preciso força de vontade. No final, vale muito a pena. Faria esse processo de novo se precisasse. Sei que não irei, pois estou muito feliz com o que ele virou. É ótimo poder ter nosso cabelo de volta super hidratado e que acorda de bom humor todos os dias. Por mais imprevisíveis que os cabelos cacheados sejam, acho que esse é o charme que nos faz voltar para eles. :)

Cover Lover: Isak Dinesen, por Julia Factor

Decidi abrir uma tag nova aqui no blog: cover lover, para poder separar todos os posts que falam sobre capas de livros bonitas aqui no blog. :) Já fazia sobre capas de livros antes, mas agora vai ficar tudo mais organizadinho! É só navegar por aqui.

Para estrear, um projeto lindo sobre um escritora que ainda não conheço, a holandesa Karen Blixen que usa o pseudônimo Isak Dinesen. A responsável é a designer Julia Factor, que mora em Israel. Na série de três livros, os títulos que foram incluídos são: Winter’s Tales, Carnival e Seven Gothic Tales.

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Sunday Links #12

Bem-vindos a mais um Sunday Links desse mês! Já estamos na 12ª edição! \o/ \o/ \o/ E, para variar, estou postando nos últimos minutos restantes do domingo, hehe. Sabem como é, né… Algumas coisas ficam mais emocionantes se deixarmos para última hora. Então bora lá! ;)

1Um dos links mais legais que já passou aqui pelo Sunday Links. Está pensando em morar em outro país? O Fê e a Debbie, do Pequenos Monstros, fizeram um post completão para nos informar. E tem de tudo: desde a previsão de gastos e documentação até hospedagem e dicas para conseguir dinheiro. Recomendadíssimo!

2A marca de roupas Free Surf em parceria com a editora L&PM imprimiu partes de romances, contos, poemas e peças de grandes escritores mundiais nos forros das calças. Isso é que é ~literatura de bolso~, hahaha.

3A Steph entrevistou a minha vlogger de literatura preferida no seu blog: a Tati Feltrin! :D A entrevista tá bem legal, vem ver.

4A Carol, do Follow the Colours, está com um projeto bem bacana: o Gotas de Cor. Todos os dias no Instagram, conhecemos curiosidades do mundo das cores. Por exemplo, esse aqui: “até a chegada da fruta laranja à Europa, não existia uma palavra para designar essa cor”. Legal, né? ^_^

5Na minha humilde opinião, The Black Keys é uma das bandas mais incríveis de rock na atualidade. A Ari mostrou um preview do novo álbum dos caras, que está incrível!

6Essa página maravilinda do Facebook posta mini bios de mulheres que fizeram a diferença no mundo. O conteúdo é tão legal que vocês não vão nem acreditar que possa estar disponível nessa rede social tão controversa, hahaha.

7Sim, homens podem lutar contra o machismo. E devem. Esse texto do Huffinton Post selecionou 28 atores, políticos, comediantes e outras personalidades masculinas em foco para mostrar o que eles têm feito para usar sua voz em benefício do feminismo.

8Aproveitando o gancho do link de cima, é bom sempre lembrar: “muitos homens agora querem se dizer feministas, é o que denominamos “feministos”, tudo bem, mas eu queria esclarecer que isso não é sobre você. O feminismo é sobre emancipação e emponderamento de mulheres.” Leia o restante aqui e repasse para seus homens amados. ;)

Para você ler mais (e em qualquer lugar): Expresso Zahar

Vocês conhecem a Expresso Zahar? Hoje descobri essa proposta legal da editora. Estava navegando pelo Google Play pelo celular quando vejo o conto d’A Pequena Vendedora de Fósforos de graça, com o selo Expresso Zahar. Depois de ler a história (em alguns minutinhos), fui buscar saber mais sobre ela. A editora está disponibilizando por algumas livrarias online vários contos e textos de diversos autores de graça ou com precinhos super amigos de R$1,90 a R$4,90.

O Expresso Zahar conta com escritores importantíssimos, como Hans Christian Andersen, Jane Austen, Arthur Conan Doyle, Daniel Defoe, Robert Delaunay, irmãos Grimm, Charles Perrault, entre outros. São comédias e tragédias gregas, contos de fadas, aventuras de Sherlock Holmes e alguns ensaios. A editora liberou alguns títulos para testarmos a ideia e, entre eles, está A Pequena Vendedora de Fósforos, que falei acima, mas também A Princesa e a Ervilha, Chapeuzinho Vermelho e Os Três Porquinhos.

expresso-zahar

Não sou a pessoa mais adepta dos e-books, mas achei a proposta ótima. Por menos tempo que tenhamos, o importante é ler, não importa onde. Além disso, eles querem que fiquemos mais familiarizados com a cultura do livro digital. A editora falou um pouco mais sobre isso no blog dela. Para conhecer todas as obras disponíveis, é só clicar aqui.

O que vocês acharam? Os e-books podem ser encontrados não só no Google Play e no iTunes como também em livrarias online que vendem livros digitais, como a Cultura, Amazon, Saraiva e Gato Sabino.

Obrigada. De nada. ;P