Choosic: para descobrir novas músicas

Eu adoro conhecer músicas e bandas novas. Estou sempre aberta para descobrir sons e vozes diferentes – principalmente se tiver uma batida legal. Por isso, quando fiquei sabendo do aplicativo Choosic no B9, não pensei duas vezes e fui logo baixar para entender como funcionava.

Na hora de cadastrar (dá para cadastrar pelo Facebook), o Choosic pede para assinalar os estilos de música que você mais gosta. Tem uma lista bem razoável e você pode escolher no mínimo 3. E aí ele começa a tocar de acordo com o seu gosto. A estrutura é parecida com o Tinder, que você move para a direita quanto gosta e move para a esquerda quando não.

As músicas que você curte, ele salva em uma Playlist, que dá para acessar quando quiser (menos offline, hehe), inclusive excluir alguma música que você curtiu sem querer. É possível alterar os estilos musicais – digamos que você não queira mais ouvir indicações de Pop, então é só ir lá na parte de Settings e editar. Também dá para compartilhar no Facebook uma descoberta ou ouvi-la no Soundcloud.

O Choosic indica faixas não só de bandas totalmente desconhecidas, mas de artistas consolidados também, como Belle and Sebastian, Lana Del Rey e St Vincent – mas o foco do app é realmente dar uma atenção maior para quem ainda não está tão em evidência no mercado. Infelizmente, o aplicativo está disponível apenas para iOS, mas como eles estão bem no início, imagino que várias melhorias ainda vão acontecer. Vale a pena ficar de olho!

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Já descobri muitas bandas e cantores legais por lá. Testem o app e me digam o que acharam da dica depois! :D

A vida do livreiro A. J. Fikry, de Gabrielle Zevin

Vocês já sentiram seu coração ser abraçado depois de um livro que acabaram de ler? Foi assim que A Vida do Livreiro A. J. Fikry me fez sentir, com o coração quentinho. A primeira vez que bati o olho no livro foi na Livraria Cultura, em Brasília. Achei a capa lindinha e o título também me chamou a atenção, comprei na curiosidade. Faço isso pouquíssimas vezes, para evitar decepções. Mas a autora, Gabrielle Zevin, acabou ganhando uma nova admiradora por conta dessa obra tão sublime. Sublime – acho que essa é a palavra que descreve bem o livro.

Acompanhamos a história do A. J. Fikry, que é dono da única livraria em Alice Island. Ele é viúvo e mora sozinho no andar de cima da livraria, e logo percebemos o quão ranzinza e mal-humorado o personagem pode ser. Sua maior diversão é colocar medo nos representantes das editoras que vão lhe apresentar os catálogos de lançamentos. A. J. é bastante crítico e só vende os livros que gosta, sendo um cliente muito, muito, muito difícil para todos os representantes.

Desde que a sua mulher morreu, ele não consegue ver mais um futuro tão bom pela frente na livraria. Por isso, ele guarda um exemplar raríssimo do primeiro livro de Edgar Allan Poe – ele diz, ao longo do livro, que é uma droga. Sua intenção é vendê-lo e se aposentar. Entretanto, a primeira reviravolta da história acontece quando o exemplar é roubado e uma criança é abandonada na sua livraria. Sua alternativa é continuar tocando a livraria e educar a menina, que se mostra, cada ano mais, ser bastante inteligente. E é ela quem consegue recuperar um brilho nos olhos do livreiro que tinha se apagado há bastante tempo.

Uma coisa interessante de se mencionar é que, no início de cada capítulo, há um livro recomendado por A. J. para sua mais nova filha, Maya. Ele escreve um parágrafo explicando o porquê da indicação, e muitas delas contém doses de acidez e ironia, típico do personagem.

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Os personagens são interessantes e dá vontade de ser amiga de cada um deles, haha. O livro é rápido (190 páginas, só!), fofo e leve, daqueles que você lê num final de semana na fazenda dos seus avós. Sem contar que ele tem algumas referências e indicações literárias que valem muito a pena destacar para colocar na listinha para ler depois. Para quem ama livros – e enredos lindinhos – vai ser uma leitura bastante prazerosa, aposto! :)

Os esmaltes da Coleção Escritoras, da Granado

Depois de todo o auê (justo!) que rolou ontem por causa da coleção Homens que Amamos da Risqué, achei que valia a pena falar um pouco mais de um bom exemplo. A Granado Pharmácias, que existe desde 1870, vai muito além dos clássicos cremes hidratantes, sabonetes, desodorantes e itens para barbear. A marca investiu bastante também nos seus esmaltes, criando fórmulas enriquecidas com vitamina E, cálcio e proteína da seda; livres de tolueno, parabenos, formaldeído, cânfora e DBP (as alérgicas comemoram o/).

E outra coisa que me agrada bastante nos esmaltes da Granado é que a marca faz questão de nomeá-los com o primeiro nome de várias mulheres incríveis que fizeram história. É assim na Coleção Cantoras (os esmaltes têm nomes como Aretha e Tina) e na Coleção Pin Ups (Ava, Rita, Grace…). Não poderia ser diferente na incrível Coleção Escritoras. Ela foi lançada há bastante tempo – em junho do ano passado – mas os esmaltes ainda estão à venda na loja online da Granado por R$18,50 cada vidrinho de 10ml.

Vamos conhecer um pouco sobre cada uma das cores? :)

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O Cemitério, de Stephen King

Ler O Cemitério, do Stephen King, foi uma pequena grande saga, eu diria. Comecei a lê-lo no dia 31 de outubro do ano passado e fui terminá-lo só esse mês. Acho que só demorei tanto assim para terminar um livro em Crime e Castigo. Bom, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? E, por mais que não pareça, eu adorei o livro.

O Cemitério foi o primeiro livro do autor que li, e o motivo da escolha foi muito simples: Ramones. Uma das minhas músicas preferidas da banda é Pet Sematary e ela foi inspirada nesse livro do Stephen King. I don’t want to be buried in a pet cemetery. I don’t want to live my life again. A grafia errada do nome “sematary” é proposital, é assim mesmo que está escrito na obra (ou, em português, “simitério”).

O livro conta a história de Louis Creed, um médico que acabou de se mudar com a sua família para uma casa da cidadezinha Ludlow, no Maine. Com ele, foram Rachel, a mulher, Ellie, a filha, Gage, o bebê e Winston Churchill, o gato de Ellie. Assim que chegam na casa nova, a família conhece o vizinho, Jud Crandall, um senhor muito simpático que é casaco com uma senhorinha fofa, Norma. Por mais bonita que fosse a casa e fossem boas as expectativas – Louis estava começando num novo trabalho – a vida da família não tem sossego.

As coisas estranhas começam a acontecer quando Louis vai para o seu primeiro dia como médico na Universidade do Maine. Um acidente brutal acontece com um dos alunos e ele precisa socorrê-lo. Por mais que a cabeça do paciente estivesse destroçada, ele ainda consegue falar com Louis para alertá-lo. E, como se não bastasse, ainda aparece em seus sonhos (?) para avisá-lo do perigo do “simitério” dos animais.

Até que um dia, Church, o gato de Ellie, é atropelado enquanto Louis está sozinho em casa (e a família passa um tempo com os pais de Rachel). Jud, seu vizinho, na esperança de ajudá-lo, mostra o caminho que está além do “simitério”. E qual não é a surpresa de Louis quando o gatinho aparece vivo da Silva de volta à sua casa? Calma, esse spoiler não é tão grande assim – ele está escrito já na orelha do livro. A verdade é que esse fato impulsiona Louis para o que virá daí para frente.

O livro não é tão aterrorizante, acho que o ponto forte dele é o fato de questionar e refletir sobre a morte. Não só Louis fala sobre isso, mas todos os personagens tocam no assunto de certa maneira. E todos eles têm jeitos diferentes de encarar a morte. Claro, todos nós temos uma experiência diferente com ela. A escrita de Stephen King é leve e fácil de assimilar e, por isso, fiquei com muita vontade de ler outras obras dele. Quem sabe Carrie, a Estranha ou O Iluminado, né?

Adorei poder conhecer um pouco sobre o modo de escrever de Stephen e como ele desenvolve o enredo. Para quem gosta de terror muito explícito, esse não é a obra certa. Mas: se você curte uma boa história com terror leve, vai em frente. ;)

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De bônus, a foto do novo inquilino da casa que só quem me segue no Instagram sabe, haha. Ainda preciso falar sobre ele aqui! :D