Categorias: Cotidiano

Sobre Teresas, Chun-Lis e representatividade

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Teresa é a amiga morena da Barbie. Quando era criança, eu sempre pedia para os meus pais comprarem a Teresa – e, claro, eles nem sempre podiam suprir meus desejos de pirralha por questões financeiras. Mas adorava ela. Gostava mais do que da Barbie, porque a Teresa era como eu, apesar de ter cabelo liso. Não gostava da Barbie. Ela não era igual a mim.

Quando cresci um pouquinho mais, acabei viciando em joguinhos de luta no videogame. Meu favorito era o Street Fighter e a personagem que eu sempre – sem exceção – escolhia era a Chun-Li. A Chun-Li foi, muitas vezes, a única mulher no meio de tanto cara. E, mesmo quando lançaram outras lutadoras, a Chun-Li era a que mais parecia comigo: era branca e tinha o cabelo castanho-escuro.

Na minha infância, eu conseguia me identificar com vários personagens de quadrinhos (eu era a Magali), desenhos (eu era a Sailor Júpiter), livros (eu era a Hermione) e filmes (eu era a Bela). Mas o que mais me impressiona hoje é retomar a essas histórias e ver que eu sempre procurei personagens que pudessem me representar. Eu conseguia, com uma dificuldade baixa, me ver ou me sentir representada em muitas das coisas que consumia quando criança.

Durante muito tempo, achei que o discurso da representatividade não era algo para se levar a sério. “Poxa, essas pessoas não podem se contentar com o que tem?”. Não, não podem. Depois de crescidinha, abri meus olhos e vi que não tinha entendido nada. Representar significa incluir. No momento que eu, pequena Gabi, me vi num jogo de videogame, ele automaticamente se tornou palpável para mim. Eu podia jogar, porque tinha uma mulher para eu escolher. Eu podia participar da brincadeira também. Bom, no Facebook, roda a seguinte história da Whoopi Goldberg:

Eu tinha 9 anos quando Star Trek foi ao ar. Eu olhei para a tela e saí correndo pela casa, gritando: “Vem aqui, mãe, gente, depressa, vem logo! Tem uma moça negra na televisão e ela não é empregada!”. Naquele momento eu soube que poderia ser o que eu quisesse.

Só quem sempre se vê representado não sabe a importância da representatividade. Ver alguém em quem você pode se inspirar, seja na TV, no cinema, na literatura ou em jogos de videogame, é se sentir incluído. É saber que você também pode fazer parte daquele mundo. É como ter alguém falando “Viu? Se eu consegui, você também consegue”. E se é assim na ficção, imagina então no mundo real.

É muito triste saber que estamos num país de maioria negra e, ao abrir uma revista de moda, 10% (ou menos) das modelos são negras. É também muito triste saber que os nossos corpos são muito diferentes e, ainda assim, ver que as moças gordas são negligenciadas pelas marcas. Não inserir pessoas “fora do padrão” significa colocá-las à margem. Significa fingir que elas não existem.

Fiquei feliz demais ao saber que a Barbie – aquela que só era representada branca, loira e magra – percebeu que a sua imagem imutável já estava datada. E percebeu também que não incluir significa ficar para trás. Agora a Barbie também é negra, gorda, baixinha e tem cabelo crespo. Não, não acho que isso vai resolver o problema da representatividade no mundo. Mas pensa só: é num passo de cada vez que as coisas vão acontecendo. Uma vitória após a outra. :)

Para continuar lendo:
Papo sério: representatividade importa

Ilustração: Akiman.

Categorias: Internet

Coisas que andei desejando #2

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Tô feliz que cheguei ao segundo post do Coisas que andei desejando, hahaha. Adoro esses apanhadinhos do Pinterest, e não queria deixar esse tipo de post esquecido por aqui. Enfim, estou me esforçando. \o/ Separei 8 coisas lindas que vi – e super desejei. Vamos lá!

  1. Esse look: Adoro os looks da Stephanie, e esse em especial ganhou meu coração. Queria muito sair assim. <3 Essa pantacourt branca é maravilhosa – acho que esse comprimento é melhor do que aquele mais curto, perto do joelho. Dá a impressão de que é uma ~calça cropped.
  2. Esse organizador: Ando a loka da organização nos últimos tempos, mas preciso confessar que a pasta onde organizo contas e documentos importantes é bem feinha. Se eu tivesse um organizador assim, poderia até deixar à vista, né?
  3. Esse quarto: Gosto de tudo em relação a esse quarto, principalmente esse piso e o espelho apoiado no chão. (Confesso que preciso me segurar para não colocar apenas quartos nessa montagem. :P)
  4. Esse cantinho: Lindo. E fácil de copiar! :) Adorei como os tons pastel compuseram o ambiente.
  5. Esse lugar: Lisboa. Quero voltar. Já.
  6. Essa combinação: Jeans + jeans é maravilhoso, né?
  7. Essa arara de roupas: Sempre curti araras na decoração. Quero muito poder fazer algo parecido algum dia na vida, hahah.
  8. Essa cozinha: Toda branquinha, organizadinha e com uma janela grandona. Afff, mais um desejo de consumo, pode? :P
Categorias: Música

Para ouvir: Band of Skulls

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Band of Skulls foi uma banda que descobri em alguma playlist pronta por aí. E eles me chamaram a atenção porque é impossível não começar a bater o pé quando as batidas começam a tocar. A banda inglesa existe desde 2008 e é formada por Russell Marsden (guitarra, vocal), Emma Richardson (baixo, vocal) e Matt Hayward (bateria).

Eles tocam um indie rock que, às vezes, me lembra um pouco de White Stripes e The Black Keys (amo de paixão a segunda!). A banda lançou três álbuns até hoje e seu último foi o Himalayan, de 2014. Separei três das músicas que mais curto deles – espero que vocês gostem também!

Para ver todos os posts de indicações musicais, é só clicar aqui. ;)

 

Categorias: Livros

Tudo (ou quase tudo) sobre o Kindle

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No Natal do ano passado, eu não fazia ideia do que o Douglas iria me dar. Ele disse que seria surpresa e que esperava que eu gostasse. Foi quando, um tempo depois, chegou aqui em casa uma caixa da Amazon. Eu não desconfiava, achava que era algo que ele tinha pedido pelo site para ele. Foi aí que ele apareceu com um embrulho azul e me entregou. Quase não acreditei.

Confesso que nunca me vi com um Kindle na mão. Eu tinha muita curiosidade, mas achava que seria difícil demais mexer ou que era caríssimo, então, nem cogitava essa possibilidade. Quando o Douglas me deu de presente, eu pulei de alegria e fiquei igual criança com brinquedo novo. Fucei, fucei e fucei até ver que ele nem é tão complexo de mexer assim. Ele é mais intuitivo do que a gente imagina.

Depois de postar algumas fotos dele no Instagram, surgiram várias perguntas de vocês sobre a minha experiência com ele. Nada mais justo do que vir aqui e responder as dúvidas sobre ele – afinal, eu era uma que também não sabia o que esperar do Kindle. Todas as perguntas foram tiradas dessa postagem. Se tiverem mais, podem fazer aqui nos comentários que eu respondo! Preparem-se que o post tá bem meio grande.

Fiquem atentas às setinhas nas imagens em alguns dos posts. Elas mostram outras fotos do mesmo assunto! ;)

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