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Algumas considerações sobre o armário-cápsula

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Ao longo de toda a minha empreitada com o armário-cápsula, tenho pensado bastante sobre alguns desafios que vou precisar enfrentar. Tudo o que vocês me perguntam e se perguntam já passou pela minha cabeça. Todos os possíveis problemas que eu venha ter no futuro com o desafio também foi catalogado na minha cabeça em algum momento do processo, haha.

Mas, mesmo com alguns posts falando sobre o assunto e abrindo parênteses sobre certas questões, elas volta e meia aparecem de novo nos comentários ou em mensagens diretas para mim. Achei legal responder todas elas nesse post, para ficar mais claro sobre o que penso.

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1. 37 peças é muito pouco, não consigo seguir algo tão radical.

Tenho sempre que voltar nisso em todos os posts que faço. O número não é o mais importante. O importante é você começar a se questionar sobre a quantidade de peças que tem. Você realmente usa todas elas? Todas elas são mesmo necessárias para a sua vida? Se sim, ótimo! Se não, alguma coisa está errada. A própria Caroline Rector diz que é importante seguir a sua própria consciência. No meu caso, 37 é um número mais que razoável. É possível viver bem com essa quantidade de peças no armário. Além disso talvez seja um desperdício, no meu caso.

Mas, de novo: você não precisa seguir esse número. Podem ser 37, 47, 57 peças, se todas elas forem imprescindíveis e te fizerem feliz. Da mesma forma não acho legal comentar a escolha do número de outra pessoa. Não sabemos como é a vida dela, então, dificilmente saberemos o que é melhor para ela.

2. 37 é muito. Sobrevivo com menos que isso o ano todo.

Isso é muito bom! Mostra que outras coisas importam mais para você do que comprar roupas por impulso. Ainda assim, é legal observar o seu armário: ele te representa? Você é feliz com ele? Se as respostas forem negativas, ainda há algo errado. Mais uma vez eu digo, o número não é a parte mais importante. Um guarda-roupa inteligente com 50 peças vale muito mais do que um guarda-roupa fraco com 10 peças.

3. Tenho medo de me limitar e enjoar.

Sim, eu penso muito sobre isso. Não posso dizer como vai ser daqui para frente, se vou enjoar das roupas e não querer nem vê-las pintadas de ouro. Só saberei tentando. É um desafio, não é? Às vezes precisamos pagar para ver no que dá. Se rola um super medo de enjoar, não precisa fazer um armário-cápsula por 3 meses. Faça por 1 mês e vê o resultado. Se você quiser, pode ir aumentando o tempo gradativamente para 2 meses, 3 meses e assim por diante.

4. Acho que só quem segue o estilo minimalista consegue criar um armário-cápsula. Não dá certo para mim porque gosto de muitas cores.

Vamos lá: eu curto muito cores sóbrias. Branco, cinza, azul-marinho e preto, principalmente. É o meu jeito de vestir, e acho que não está perto do minimalismo porque ainda uso mix de estampas frequentemente. Há diferença entre o que chamamos de estética minimalista e estilo minimalista. A estética é essa que vemos pelo Pinterest afora, com moças usando apenas camisetas brancas ou pretas, calças jeans simples e sapatos lisos – a estética também é aplicada a outras artes, como arquitetura, pintura, fotografia, etc. O estilo de vida minimalista tem a ver com a quantidade de coisas você possui, que pode ou não estar relacionado com a estética minimalista.

Você pode curtir muitas cores, uma pegada mais boho, e ainda assim ser minimalista, entende? É tudo questão de escolher os itens certos para a sua vida, sem excessos. Não é porque eu ou outras pessoas que seguem o armário-cápsula gostamos de cores sóbrias que você precisa se limitar a elas. É você quem constrói o seu armário, com os seus gostos bem definidos na cabeça.

5. As regras são a parte mais chata.

Eu criei algumas regras e compartilhei com vocês nesse post. Muito se falou sobre a regra das “roupas de presente”, na qual afirmava que eu não poderia usar no meu armário-cápsula a roupa que ganhei de presente – só depois da estação acabar. Gente, essa é uma regra criada por mim que atende a minha vida – só. Quero realmente trabalhar o máximo com o guarda-roupa que montei para tirar a prova se consegui fazer algo útil e versátil para mim. Não gostaria de adicionar mais nada, porque isso pode alterar o resultado ao final do inverno.

Mas nada te impede que você apenas anule as regras do seu armário. Todos somos livres para construí-lo do jeito que mais se torne prazeroso para nós mesmas. A ideia é que o armário-cápsula seja uma grande brincadeira, e não uma obrigação chata e enfadonha – senão nunca vai dar certo mesmo. Vocês podem tomar o meu como base, mas não fazer exatamente o que faço. Afinal, cada uma sabe as suas necessidades e limitações.

6. Acabei de fazer uma limpa no meu armário e tirei um monte de roupa.

Vejo isso sempre e fico muito feliz, mas ainda quero salientar algumas questões sobre isso. Essa mudança precisa também ser interna. Não adianta tirar cinco sacos de roupa do armário se daqui 6 meses vai sair a mesma quantidade. Queremos nos tornar pessoas mais conscientes no consumo, e isso nunca vai dar certo se de tempos em tempos tiramos várias sacolas de roupas inutilizadas das nossas coisas.

Então, pensem bem no que vão deixar no armário e no que precisam adquirir, justamente para não precisar desentulhar o lugar meses depois. O melhor jeito de fazer isso é escolhendo as peças certas para você, com uma noção bem clara do seu estilo e do que se encaixa na sua vida. Para isso, indico muito o planner que disponibilizei aqui. Ele me ajudou a enxergar minhas roupas com olhos mais atentos.

7. Quero aprender mais sobre o armário-cápsula e o conceito minimalista. Como faço?

Semana passada, criei um grupo para falarmos sobre armário-cápsula no Facebook, por sugestão da Malu Tolentino no Instagram. Lá, muitas dúvidas são respondidas e dicas são compartilhadas. Vale a pena dar uma pesquisada. :) E se você lê em inglês, recomendo dois blogs incríveis: o Un-Fancy, claro, e o Into Mind. É incrível a quantidade de informação bacana que encontramos nos dois. Boa leitura!

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Espero que eu tenha ajudado e esclarecido algumas questões. Se tiverem mais dúvidas, é só comentar aqui que eu respondo!

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Looks do armário-cápsula de inverno 2015: 1ª semana

Você pode navegar pelas imagens da galeria! É só clicar nas setinhas para passar para as próximas imagens. :)

Finalmente o tão pedido post com meus looks da semana passada! A semana foi um pouco conturbada, meio triste, e meio fria por aqui. Já vou avisando que a iluminação das fotos não é a melhor por causa da luz natural que é super inconstante, mas acho que dá para ter uma noção das roupas que venho usando e o que ando fazendo com o guarda-roupa.

Para acompanhar todas as roupas que estão no meu armário agora, é só vir aqui nesse post. Mas vamos começar? :)

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Segunda: Meu primeiro dia com o armário-cápsula! Fiz questão de usar minha calça branca nova. Coloquei meu suéter preferido e um tênis colorido para dar uma animada. Amei! Deu super certo para o dia e ainda achei bem confortável.

Terça: Não estava tão frio quanto o anterior, então só coloquei uma blusa sem manga, uma calça jeans e um casaco por cima. Não estava com muita inspiração nesse dia. Deu pra perceber, né?

Quarta: Estava doida pra usar um look mais basicão com a camiseta branca. Então coloquei essa calça jogger que é apenas a minha favorita de todas e fiquei super feliz com o conforto. Foi nesse dia que eu fui ao médico e ele me contou que o que eu tinha era LER.

Quinta: Meu primeiro dia com o acessório novo – a munhequeira. Não estava lá muito bem, como vai dar para perceber na próxima foto. O tempo estava mais frio do que eu imaginava, então precisei voltar e pegar meu trench coat.

Sexta: Acho que o dia que eu estava pior. Minha vontade era só de me arrastar para debaixo das cobertas e não sair nunca mais. Isso transpareceu na foto, né? Como estava mais frio, coloquei o cardigã por baixo e o moletom por cima. Ainda precisei colocar um cachecol pra ficar bem quentinha.

Domingo: Essa composição usei no domingo, que estava bem ensolarado e, às vezes, até meio quente. Já estava melhor, porque consegui dar um descanso para o braço no sábado e a dor não estava tão constante. Foi um dia ótimo, na verdade. :)

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Tirar fotos dos looks é um desafio diário. Eu sempre posiciono a câmera no tripé e coloco no timer para tirar a foto em 10 segundos. Como que não consigo me ver, preciso voltar para saber se a foto ficou boa, e nisso vão uns bons minutos. Preciso tirar a câmera do lugar todos os dias e às vezes a uso para outras coisas, por isso que as fotos não seguem um padrão de enquadramento.

Mas enfim, é prática, né? Com o tempo vou pegando o jeito. :) Espero que vocês tenham gostado da primeira semana!

Categorias: Estilo

Meu armário-cápsula de inverno 2015

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Chegou a hora de mostrar para vocês como ficou o meu armário-cápsula de inverno. Selecionei 37 peças que vão me acompanhar pelos próximos meses, entre blusas, casacos, calças e sapatos. Quando comecei a pensar nesse armário, confesso que fiquei com muito medo do número, mas, na verdade, é uma quantidade bem razoável de peças. Ainda mais se elas conseguem transitar entre si tranquilamente.

Esse é o primeiro armário-cápsula que faço, então, provavelmente vão haver erros. É possível que eu enjoe de alguma peça e é possível que eu me arrependa de outra. Mas é assim, né? Nos erros que a gente aprende a melhorar cada vez mais. Planejei esse armário com o planner que disponibilizei aqui e tentei me ater a ele. Consegui comprar quase todas as roupas que queria e fiquei muito feliz com o resultado. Deem uma olhada:

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Só faltou colocar uma peça aí em cima: uma camiseta de banda. Não coloquei na montagem porque estava lavando, mas vocês a verão num look futuramente. :P De qualquer forma, consegui fechar nas 37 peças certinho.

No meu antigo armário, eu não tinha muitas peças básicas, então, a maioria das coisas lisas que vocês veem aí em cima são compras recentes. Eu não estabeleci um valor para comprar, porque pensei em adquirir de uma forma mais livre no início, até para errar menos nas escolhas.

Determinei regras para me conduzir nesses meses, que são inspiradas nas regras da própria Caroline Rector:

  1. Não posso comprar nenhuma roupa/sapato novo no inverno (ou seja, até 21 de setembro).
  2. Posso comprar itens como lingerie, pijamas, roupas de academia, acessórios e bolsas.
  3. Caso ocorra algum acidente (a sola do sapato descolar, blusa manchar seriamente, calça rasgar), eu posso comprar outra peça igual para substituí-la.
  4. Se eu ganhar alguma roupa nesse período, eu não posso usar. Ela vai ser guardada com as outras roupas e eu só poderei abrir no final do inverno.

Acho que é isso! Eu pensei todo o meu armário de uma forma que ele possa ser útil na meu trabalho, que é onde eu passo a maior parte do tempo todos os dias, mas ainda com peças que são a minha cara. Fechei com 13 blusas, 7 blusas de frio/casacos, 9 partes de baixo e 8 sapatos. Aguardem pelas minhas composições nos próximos dias. :) Estou animada para compartilhar com vocês!

Categorias: Cotidiano

Sobre os últimos dias

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Descobri essa semana que tenho L.E.R.. A sigla quer dizer “lesão de esforço repetitivo” e, traduzindo, quer dizer que eu estimulo mais do que deveria meu braço. A princípio, é o braço direito a parte mais crítica, mas o esquerdo também dá alguns sinais de que está ficando cansado dessa vida.

Descobri nessa terça-feira numa ida ao ortopedista. Vinha sentindo dores bem chatas há bastante tempo, mas elas sempre eram amenas e iam embora quando descansava. Só que nos últimos dias, elas foram ficando mais fortes e difíceis de contornar. Uma vez acabei dormindo sem querer em cima do meu braço e, quando acordei, meu punho parecia estar queimando. Nunca tinha sentido nada parecido e comecei a ficar com muito medo, por isso, marquei uma ida ao médico.

Ele me disse o que eu não queria ouvir, na verdade. Tentou me tranquilizar, falando que eu estou numa fase bem mais fácil de resolver. Me aconselhou a dar uma amenizada no trabalho para não ter problemas maiores daqui para frente e me ensinou um exercício para o punho.

Assim que saí do consultório, um nó se formou na minha garganta. Na hora do almoço não me contive e chorei com o meu namorado pelo telefone. Sim, eu ainda posso trabalhar e o meu quadro não é tão ruim, mas dói, sabe? Imagina o seu instrumento de trabalho e de lazer, aquele que você depende mais do que tudo, simplesmente te avisar que não está dando conta.

Estou tendo cuidado com o jeito que me posiciono na cadeira e como uso as mãos. Sem contar que tenho evitado ao máximo mexer no celular com a mão direita. Se eu mexo, meu braço me lembra que não tá legal. Ele esquenta, como se tivesse fazendo um super exercício físico. Para aguentar mais tranquilamente o dia de trabalho, passei a colocar uma munhequeira e tenho usado o dia todo.

Essa semana dispensei o yoga e só de pensar nisso já fico bem triste. É uma das coisas que mais adoro fazer e agora vou precisar tomar cuidado para que não machuque ainda mais meu braço.

Estou tomando anti-inflamatório e, como falei, estou usando uma munhequeira. Segundo o ortopedista, se não melhorar precisarei tomar injeção – e se não melhorar, precisarei fazer fisioterapia. Nunca passei por algo parecido na vida (nunca nem quebrei um osso), então, vocês podem imaginar o meu susto quando ele disse isso.

Não sei como serão os próximos dias e como meu corpo vai se comportar. Tenho ficado triste porque isso pode comprometer meus posts aqui no blog. Na verdade, acho que nem deveria escrever esse texto tão enorme para falar sobre isso, mas não consigo ser breve. O médico pediu para eu pegar mais leve com o meu braço e, já que não vou parar de trabalhar, vai sobrar para o blog.

Não vou comprometer os posts que prometi – principalmente aqueles sobre meu armário-cápsula – mas não sei como será depois. Preciso ver como ficarão os meus braços.

Que bizarro, ainda acho que é só algum sonho ruim.