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Em busca de um armário minimalista #5

Sumi um pouquinho na semana passada, né? E apesar de hoje ser dia dos ~looks da semana~, senti vontade de conversar mais um pouquinho com vocês. Como falei no último post de Em busca de um armário minimalista, tenho pensado bastante sobre o armário-cápsula e sobre o meu estilo. Tenho visto que avancei muito, por mais que a experiência tenha sido de apenas alguns meses.

O método foi uma espécie de incursão ao mundo nebuloso dos meus gostos. Vocês também sentem que às vezes é difícil determinar aquilo que realmente amam vestir? Cada vez mais tenho me policiado para saber se o que estou desejando é algo para muito tempo ou apenas algo passageiro. Se for passageiro, será que vale o dinheiro investido? Por fazer muitos posts sobre moda, quase não sei o que desejo legitimamente.

Mas ao mesmo tempo, tenho pensado que não é tão ruim assim se apaixonar por tendências visivelmente passageiras, desde que tenha a sua dose de consciência. Ultimamente, tenho amado as flatforms – e elas, provavelmente, não vão durar muitos anos. Mas comprar uma, tendo em mente esse caráter efêmero da peça, é tão ruim assim? Não sei, talvez seja ok consumir algumas vezes coisas que não vão durar para sempre.

Até porque pouquíssimos itens no nosso armário irão durar, já que nosso estilo vai mudando conforme a nossa idade, nosso emprego, nossa vida e outros fatores igualmente relevantes. Como disse antes, não acho o consumo exagerado de tendências algo benéfico, mas e o consumo mais “racional” das tendências? Será que é lá grande coisa se, da enorme lista de ~must have~ da temporada, você optar por uma ou duas?

Algumas vezes, a gente dá sorte de a nossa cor favorita estar na moda. Ou o nosso tipo preferido de calça. Ou só começou a olhar uma peça com outros olhos e pensou “até que pode dar certo”. Por que não? O que vocês acham disso?

Acho que o maior problema está em sermos muito críticos conosco. Nós somos as nossas piores inimigas. Para mim, não é saudável ficar paranoica em relação a nada – e com esses métodos, é muito fácil rolar isso. Difícil é entender que o negócio precisa ser leve, uma diversão. Tenho pensado bastante se irei continuar com o armário-cápsula na próxima estação, e ainda não sei a resposta. Li em algum lugar que “a dúvida já é uma resposta”, mas só vivendo para saber, né?

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Looks do armário-cápsula de inverno: 9ª semana

E o calorzinho voltou para Belo Horizonte. Alguns dias nem precisaram tanto de casaco – eu costumo levar mais para me preparar para o ar condicionado do trabalho, e nem lá estava frio, haha. Precisava trocar a minha blusa de frio de tricô off white porque ela manchou, então, minha mãe acabou me dando uma bem parecida da Zara.

Não consegui tirar foto na terça-feira porque acordei acordei em cima da hora para correr para a fisioterapia, mas tem fotinha do sábado. :) A semana foi das calças jeans, mas não foi proposital, haha.

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Segunda-feira

Segunda: Fui com um look simplezinho pro trabalho e com a blusa de tricô, já que não estava tão frio. Mas a ironia é que, a primeira coisa que fiz na hora do almoço foi sujar a blusa. Comprei pra trocar uma manchada e acabei sujando a nova… affff… Mas tá tudo bem, lavei e saiu. Foi só um susto.

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Em busca de um armário minimalista #4

Chegar na 9ª semana de experiência do armário-cápsula traz bastante aprendizado, e isso não poderia ser diferente. A praticamente 3 semanas de acabar o inverno, algumas coisas acabei percebendo sobre a experiência. Li alguns textos e vi alguns vídeos sobre o método e consumo consciente, interpretei para a minha realidade e esclareci vários pontos sobre o processo.

Bom, a minha experiência está com o saldo bem positivo por enquanto, haha. Durante alguns poucos dias ao longo das semanas, cheguei a enjoar do meu armário. Olhar e pensar “nossa, não quero usar nada disso”, mas não é um sentimento que dura muito tempo. A empolgação de fato permanece nas primeiras semanas, no primeiro mês do desafio. Conforme os dias vão passando, senti que fui me acostumando com as peças e tentei usá-las com várias combinações diferentes para não cansar.

Estou num período da minha vida (profundo, haha) que tenho olhado bastante para mim mesma. Já falei aqui das minhas idas à fisioterapia, aulas de yoga e o acompanhamento com uma terapeuta. Esse ano, me voltei quase completamente para mim mesma e estou tentando me compreender melhor, do lado de dentro e do lado de fora. É bem curioso, porque parece que aprendo cada vez mais sobre mim mesma.

E o aprendizado vai muito além das minhas escolhas para vestir, ele compreende desde o conhecimento sobre os limites do meu corpo até a minha reação às frustrações ou discussões. Esse ano está sendo bastante enriquecedor e têm melhorado bastante a forma que eu me trato e me relaciono com as outras pessoas. Claro que rola uma insegurança monstra às vezes, dúvidas sobre o futuro… Mas, né, nada mais normal do que sentir isso de vez em quando.

Engraçado como uma coisa vai levando à outra, né? Querer desapegar, deixar a vida mais leve e contribuir para que o mundo seja um lugar melhor para viver. Tudo o que tenho vivenciado ao longo dos anos – como o feminismo, o low/no poo, o armário-cápsula, a yoga, a terapia… – tem me ajudado a ser uma pessoa melhor com os outros e comigo mesma, principalmente. Tem sido uma viagem e tanto, haha.

Bom, então é isso. Queria muito saber de vocês que também estão nessa empreitada do armário-cápsula. O que ele mudou na vida de vocês? Viram mais vantagens ou desvantagens?

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Looks do armário-cápsula de inverno: 8ª semana

Essa semana eu fui super empenhada! Só não tirei foto na segunda-feira porque estava no Rio de Janeiro (como falei no post passado) e só cheguei em Belo Horizonte de tarde. Fora isso, tirei fotos de todos os dias, até finais de semana.

E eu que estava com medo do tempo começar a ficar super quente, hein? O início da semana passada foi bem pelo contrário: bem frio de manhãzinha e de noite. Acabei usando meus casacos tranquilamente, haha.

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Terça-feira

Terça: Não usava o coturno há muito tempo, então decidi tirar a poeira dele um pouquinho. Ele tá meio ~caindo aos pedaços~, mas continua confortável e uma lembrança legal da minha viagem pra Buenos Aires com o namorado. :)

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