Sobre os últimos acontecimentos

A última semana de agosto foi muito esquisita para mim. Sabe aquele tipo de semana que você não consegue identificar se, no final, ela trouxe mais alegrias ou mais tristezas? Acho que algo assim eu devo ter umas duas ou três vezes num ano inteiro. Geralmente, elas costumam ser boas ou ruins – e pronto. Mas parece que passou um furacão por aqui e eu não sei bem o que fazer agora.

Na verdade, agosto foi um mês estranho de um modo geral. Cheio de coisas boas e cheio de acontecimentos ruins. Daquele tipo de acontecimento que faz questão de te lembrar que você já tem 24 anos e mora sozinha longe dos pais. Ou seja: chamando responsabilidade. Aí dá aquele choque, sabe? A gente nunca está preparado para algo assim. A “vida de adulto” parecia ser mais um botãozinho – é só apertar que você já vira um ser totalmente preparado para as suas responsabilidades (mostrei uma tirinha ótima nesse post sobre isso).

Por causa dessa semana insana e esquisita, apareci pouco por aqui. Ainda preciso retomar meu fôlego e continuar equilibrando vida pessoal, vida profissional e vida acadêmica. Me desculpem por isso, mas tem sido uma loucura por aqui.

Uma das coisas ruins que aconteceram comigo foi a fatalidade com meu celular. Ele caiu, quebrou toda a tela e não ligou mais. Morreu, pronto. Agora vocês imaginam como eu fiquei – no mínimo, preocupada, porque ele é um dos meus instrumentos de trabalho. E aí, precisei recorrer à minha poupança para comprar um novo. É a segunda vez, em menos de um ano, que preciso recorrer à minha poupança por causa de algum gasto inesperado (por isso fico meio paranóica quando não consigo economizar nada de dinheiro por mês).

Acabei chutando o balde. Aproveitei que já queria mesmo trocar o celular e investi num iPhone 5c. Não queria ter gasto o dinheiro, mas já que teria que gastar, melhor ir logo naquele que queria anteriormente, né? Eu adoro Samsung e tenho preguicinha dessa briga entre eles e a Apple. Os dois têm suas qualidades e ponto final. Detesto isso de “ahhh, mas esse é MUITO melhor”. O que é melhor pra uma pessoa pode não ser para a outra. Além disso, temos necessidades diferentes.

Mas há um bom tempo tinha a curiosidade de usar um iPhone. Confesso que tô apanhando um pouco (esse teclado é coisa do demônio), mas até que achei as coisas bastante simples. Meu notebook já é um Macbook, então, eu meio que manjo de alguns paranauês da Apple.

Enfim, por mais anormal tenha sido essa semana (e o mês de agosto desse ano), acho que muita coisa me ensinou. Não só a guardar sempre dinheiro na poupança, como também tentar não sofrer tanto por antecedência, ter mais paciência com as pessoas que amo, respeitar os meus medos, escutar a intuição… e tantas outras coisas.

Muita coisa eu acho melhor não falar por aqui (ainda mais porque o blog é público), mas mesmo passando perrengue e tristeza, o resultado foi bastante positivo. E, claro, o celular é só um deles.

31/08: Blog Day

Esse post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots no Facebook, um grupo de blogueiros que quer resgatar a época old school dos blogs. Para acompanhar os temas de todos os meses, é só ficar de olho por !

Hoje é dia 31 de agosto, mais conhecido como o Dia do Blog, ou Blog Day. Vai dizer que você não consegue ler a palavra blog da data 31.08! Assim: 3(B) 1(l) 0(o) 8(g). Nessa data, os blogueiros costumam linkar vários endereços interessantes para valorizar a criação ~blogosferística~ e indicar coisas legais para os leitores visitarem.

Adoro esse tipo de postagem, porque nunca é demais falar o quanto gostamos de certos blogs, né? Afinal, fazemos tudo com o maior amor e carinho e, muitas vezes, ganhamos pouquíssimo (ou nada) por isso. Espero que vocês gostem da minha seleção! :)

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LIA  •  CAMILA  •  PAULA  •  PAULA  •  VICTORIA

A primeira categoria de blogs determinada pelo Rotaroots era dos links que nunca saem do meu feed. O Just Lia não está só nas minhas visitas diárias porque escrevo para ele – é porque eu realmente adoro o jeito que a Lia escreve e, mesmo sendo bastante famosa, ela é uma blogueira alcançável. O blog da Camila é uma fonte de inspiração quase diária.

A Paula possui um gosto bem parecido com o meu e gosto bastante dos posts que ela faz (principalmente de viagens). Acho uma delícia ler os posts da outra Paula também, tanto pelo jeito que escreve quanto pelas fotos maravilhosas. E o da Victoria é mais um clássico na blogosfera, né? Volta logo pro Borboletando, moça! <3

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BÁRBARA  •  DUDS  •  PALOMA  •  CRIS  •  JULIA

Conheci esses 5 blogs lá no grupo do Rotaroots no Facebook. Essa é uma das partes mais legais do grupo, entrar em contato com blogs legais que você nunca tinha ouvido falar ou conhecia muito superficialmente. Gostei bastante de adicionar mais esses blogs para o meu feed. Todas as cinco têm personalidades bem legais e não dá vontade de parar de ler. :)

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NINA  •  CLARA, POLLY E MARI  •  GUI  •  FÊ E DEBBIE  •  LYA

Quanto aos blogs para sair da rotina, escolhi aqueles com conteúdos interessantes, diferentes e únicos. O assunto principal da Nina é literatura (e ela fala com bastante propriedade), da Clara, da Polly e da Mari é o feminismo, do Gui é culinária (e viagens também), do e da Debbie é viagens e da Lya é vida pessoal num layout pra lá de incrível.

Não dá pra indicar todos aqueles que eu queria (senão ia acabar fazendo uma parte 2, parte 3…) e vale lembrar que tem vários blogs legais no meu blogroll (que está em constante atualização)! <3

Além disso, quero aproveitar para agradecer de verdade todas as palavras lindas de quem me indicou no Blog Day – e agradecer também todos os leitores que fazem questão de vir aqui e deixar um comentário. Sério, o Teoria Criativa não teria chegado tão longe sem o apoio de vocês. :’)

O que eu salvaria se a minha casa pegasse fogo?

Esse post faz parte das sugestões de agosto do Rotaroots no Facebook, um grupo de blogueiros que quer resgatar a época old school dos blogs. Para acompanhar os temas de todos os meses, é só ficar de olho por lá!

Um dos posts desse mês do Rotaroots era sobre o que salvaríamos se nossa casa pegasse fogo. Claro que há vários poréns – pra falar a verdade, eu não pegaria nada e sairia correndo porta fora, ligando para os bombeiros -, maaas a ideia foi uma adaptação do projeto fotográfico The Burning House, pra mostrar o que as pessoas levariam consigo caso isso acontecesse.

Escolhi algumas das minhas coisas favoritas, como minha jaqueta de couro da Mango, minha alpargata da Perky, meu perfume Miss Dior Chérie, meu par de argolas… Coisas que eu vou usar pra sempre. Além disso, escolhi também itens importantes, como o livro que estou lendo agora e outro que pretendo ler, caderno e caneta para escrever, passaporte caso precisem de identidade (já que eu perdi a minha :P), celular, carteira, algumas fotos, fone de ouvido e uma necessáire.

Nessa última, provavelmente, se tivesse tempo, ia encher com remédios. Pra dor de cabeça, antialérgico, anticoncepcional. Fora curativos, água boricada, pinça e esse tipo de coisa que só uma pessoa neurada carrega normalmente. Está faltando uma mochila aí para carregar todo esse peso, meu notebook, minha câmera, roupas íntimas e uma calça (que, nesse caso, eu estava usando na hora de tirar a foto, hahaha).

Mas eu acho que, no final das contas, não ia me importar tanto em salvar itens materiais. Depois de fazer o mochilão pela Europa no ano passado, percebi que precisamos de muito pouco para sermos felizes. Claro que eu detestaria perder meu notebook e todos os meus livros (acho que ia chorar durante um bom tempo se isso acontecesse), mas, como sempre disse a minha mãe, “Deus tem mais para dar do que o Diabo para tomar”.

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Crime e Castigo – Volume I

Há alguns meses, me propus um desafio. Começar a ler livros mais difíceis, densos e extensos. Confesso que, às vezes, sou bastante medrosa de engatar em uma leitura assim e ela acabar sem incentivos para continuar. Ainda preciso de mais disciplina, porque o principal momento que leio meus livros é na viagem de ida e volta da faculdade, e aí deixo o livro de lado. Até consigo ler antes de dormir, mas preciso não estar tão cansada para ler mais de 10 páginas – o que tem sido bem difícil.

Bem, toda essa introdução para dizer que terminei o volume I de Crime e Castigo e já quero falar dele antes de terminar o volume II. Não é uma leitura fácil e, com todos esses “empecilhos” do parágrafo anterior, demorei mais do que gostaria. Vejo muita gente falando que consegue terminar de ler um desses num final de semana. Parabéns! :) Já que não estamos em nenhuma competição, vou levando o meu ritmo mesmo. Flw. Vlw.

Terminada essa primeira parte, posso fazer algumas considerações sobre o modo de escrita de Dostoiévski. Sabe aquele tipo de autor que adora descrever os mínimos detalhes de uma cena e demora looongas páginas para isso? Pois é, esse não é Dostoiévski. Ele se preocupa muito mais com seus diálogos do que com a descrição de personagens. Ele é mestre não em falar, mas em mostrar como são as pessoas do livro com suas próprias atitudes e opiniões. Talvez por isso que ele seja considerado um profundo conhecedor da alma humana.

Essa obra é tão incrível que a minha impressão é que tudo isso estava acontecendo e o autor estava só registrando em um livro. É tudo muito real. Acho que não tenho nem cacife para falar sobre uma obra dessas (mas já que comecei, né…).

O enredo gira em torno de Ródion Románovitch Raskólnikov, um jovem ex-estudante que mora em São Petersburgo na maior miséria. A sua casa é só um quartinho alugado, com uma mesa e um sofá, que o serve de cama. Sufocado pela pobreza e com uma raiva descontrolada de uma velha que lhe paga pouquíssimo pelos bens que penhora, Ródia a mata com machadadas na cabeça. Após o crime, ele começa a sofrer uma loucura atormentada pelo ato.

Os sonhos de um homem doente tomam, sempre, um relevo extraordinário a ponto de a própria realidade confundir-se com eles. (p. 80)

Não é a inteligência que me ajuda, mas o demônio. (p. 105)

Torturo-me e me dilacero, eu mesmo… Sou incapaz de me controlar. Ontem, anteontem, todos esses dias não faço outra coisa senão me martirizar… Quando estiver são, não o farei mais… Se, porém, não sarar nunca? Senhor, como estou cansado disso tudo. (p. 154)

O livro também possui outros acontecimentos nesse meio-tempo, como a ajuda de Ródia à família de um senhor atropelado e a vinda de sua mãe e irmã para São Petersburgo. Durante algumas boas páginas, conseguimos transferir a nossa atenção para outros casos, quase esquecendo do crime cometido.

Por incrível que pareça, encontrei alguns traços da obra que podem ter inspirado o livro Clube da Luta. O personagem principal também é um tanto inspirado pela filosofia niilista. Inconsequente, matou porque… bom, por matar. Sem nenhum motivo aparente. Afinal, ele não ficou com nada de valor para melhorar suas condições de vida. Em um dado momento, Ródia diz que, o que ele matou de verdade foi um princípio, olha só:

A velha não significa nada, dizia a si mesmo, ardente, impetuosamente. É talvez um erro, mas não se trata dela. A velha foi senão um acidente… eu queria dar um pulo depressa. Não matei um ser humano, mas um princípio. (p. 368)

Enfim, apesar de não ser grego, ele tem sido quase uma odisseia para mim. Não pelo livro ser ruim – é justamente o contrário. É preciso ter bastante atenção para captar as nuances da complexidade dos personagens e conectar os pontos. Ah! Quero aproveitar também para dar um conselho para quem for ler: anotem os nomes dos personagens e coloquem uma mini bio de quem ele é. É muito nome complicado para um livro só, hahaha. Eu me confundo toda e acabo nem lembrando quem é quem. Fica aí a dica para os atrapalhados como eu!

Bom, assim que terminar o volume II de Crime e Castigo, volto para falar um pouco mais. :)