Março: Clube da Luta
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A primeira regra do clube da luta é não falar sobre o clube da luta. A segunda regra do clube da luta é não falar sobre o clube da luta.

Bom, aqui estou eu para quebrar as primeiras duas regras do Clube da Luta, livro que li para o mês de março do Desafio Literário do Tigre, com o tema: “Filme ou livro?”. É importante ressaltar, antes de qualquer coisa, que o tema desse mês não tem o objetivo de dizer se o livro ou o filme são melhores, mas fazer um paralelo entre os dois.

E olha, vou dizer: ainda bem que eu não preciso dizer qual dos dois é o melhor. Não conseguiria escolher. O filme, que conheci primeiro, é uma obra-prima de David Fincher. É dinâmico, sarcástico e imprevisível (ao menos para mim, na época) Mas a intenção do post é falar sobre o livro, então vamos lá. Foco.

A obra de Chuck fala sobre, principalmente, uma coisa: niilismo. O niilismo é uma doutrina filosófica do completo pessimismo e ceticismo em relação à realidade que se vive. Ele vem da palavra em latim nihil, que significa nada. A vida pacata e sem emoções do protagonista toma um rumo completamente diferente quando ele conhece Tyler Durden. Um cara bonito, ativo, enérgico, com ideias mirabolantes e grandes filosofias sobre o mundo.

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Cena do filme

Nós somos uma geração sem peso nenhum na história. (Clube da Luta)

Ao pensar o contexto no qual a história se desenvolve, observamos uma geração sem rumo, deslocados no universo em que foram inseridos. Constantemente durante o livro, chegamos a nos questionar sobre o nosso real valor no mundo. Será que estou indo para o caminho certo? É essa direção que vai me levar aonde quero chegar? Dito isto, preciso desabafar: Chuck, você é louco.

Li a obra em pouquíssimos dias – devorei. O ritmo é acelerado, desenfreado, inconsequente. Para algumas pessoas mais suscetíveis, deve acordar vários monstros trancafiados a sete chaves. É nítida a revolta contra o sistema. Contra o sistema que te obriga a ter coisas. Contra o sistema que te obriga a ter coisas caras e desnecessárias para a sobrevivência.

Trabalhamos em empregos que não gostamos para comprar um monte de coisa que não precisamos. (Clube da Luta)

O Clube da Luta é uma válvula de escape para o narrador que odeia seu emprego e seu chefe. E, porque muitos participantes do clube desrespeitaram as duas primeiras regras, ele fica conhecido em vários lugares – tanto o clube, quanto o narrador.

Apesar de ser um livro que exalta essa reunião de homens, testosterona e masculinidade (um assunto que me deixa, naturalmente, com dois pés atrás), vale a pena. Vi algumas pessoas falando que não foram fisgadas pelo livro e não entenderam todo esse hype e tal. Na minha humilde opinião, acho que há momentos e momentos para ler certas obras. Não adianta achar que você vai sentir o mesmo que eu, porque temos experiências de vida e realidades diferentes. Para mim, apesar de ter passado muita raiva, valeu a pena ter lido.

E quanto ao filme: a adaptação ficou realmente incrível. Dá para perceber essa sintonia entre as duas obras, ambas com o mesmo clima. Ainda bem que não terei de escolher apenas uma. ;)

Sumiço

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Ando muito cansada ultimamente. Cansada mesmo, não é mimimi, juro. Todo dia tento juntar forças pra escrever sobre o último livro que li e sobre a viagem aqui no blog, mas tá f#%@. Tempo livre está virando uma relíquia por aqui. Quando termino o estágio e todas as minhas responsabilidades, meus pulsos e minha cabeça estão doendo demais para vir aqui escrever para vocês. E isso me deixa nervosa. Detesto quando prometo uma coisa e demoro para cumprir.

Especialmente nesse momento, estou preocupada com alguns trabalhos da faculdade e com meu TCC. Este último, sobre um assunto que não me interessa muito, então, fica mais chato ainda de fazer. Até a vontade de ler não tá aparecendo, por incrível que pareça. Acho que não conseguirei ler o livro desse mês para o Desafio Literário do Tigre. Juro que estou tentando, mas não tá rolando.

Comecei até a pensar num blog novo, com outro nome e tudo mais. Quem é blogueira, sabe muito bem como é essa fase. A vontade de escrever dá lugar ao cansaço e você começa a pensar sobre toda a sua vida ~blogueirística. É uma fase chata de se passar, porque você quer alimentar o blog, quer colocar coisas novas e conversar com os leitores, mas poxa, você é ser humano também, né. Às vezes as coisas fora do blog exigem tanta energia que quase não sobra nenhuma para nada.

Acho que ando tristinha por causa disso. Não gosto muito de falar sobre coisas ruins aqui no blog porque sei que isso pega. :P Mas enfim, só gostaria de saber que vocês entendem a minha fase mais introspectiva e que eu não abandonei o blog! Quero voltar em breve com as novidades. Só preciso me organizar direitinho e cumprir algumas coisas que preciso fazer, tá? Juro que volto! :)

Tiny Tattoos, de Austin Tott

+ Via

Sumi, né? Prometo que agora tudo vai voltar aos conformes. Estou devendo posts, mas juro que vou atualizar o blog essa semana, viu?! :D Enquanto isso, quero mostrar que gracinha essa série do fotógrafo americano Austin Tott. Ele destaca tatuagens minimalistas no pulso com um ambiente, ao fundo, que tem tudo a ver com elas. Adorei a ideia e vocês?

Austin ainda tem mais trabalhos bem legais no seu site, vale a pena dar uma olhadinha! :)

austin-toot-tiny-tattoos-1austin-toot-tiny-tattoos-3austin-toot-tiny-tattoos-4 (mais…)

Playlist: viajando sem sair de casa

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Finalmente, esse mês vou viajar. Depois de tanto bater pernas por aí no ano passado, já não consigo ficar mais quieta. Estava entrando em processo de abstinência de viagens, hahah. Ainda não vou falar para onde é (supresaaa!), só os lindos que me seguem no Instagram irão saber em tempo quase real onde estou. Digo uma coisa: vou na quinta-feira, dia 27 de março e volto na outra quinta, dia 3 de abril. Assim que voltar, tento fazer posts sobre o lugar o mais rápido possível, tá? o/

Para quem tá morreeeendo de vontade de pegar o avião, a estrada, o trem ou algo do tipo, mas não tá $$$podendo$$$, acalme-se! Continuem juntando dinheiro que uma hora dá! :D Querendo incentivar esse espírito viajante de vocês, criei uma playlist com músicas sobre algumas cidades do mundo. Tem de tudo um pouco, desde indie pop até rap. Espero que gostem e, se estiver faltando alguma que vocês conheçam, podem sugerir aí nos comentários para aumentarmos a playlist juntos! :D

Para Viajar by Gabi Barbosa on Grooveshark

Para Ouvir: Farao

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Minha mais nova paixão depois de  - e olha que não é fácil pegar esse cargo! Farao é norueguesa e foi mais um tesouro encontrado nessa grande rede mundial de computadores. A artista é uma super novidade e só possui um clipe oficial no Youtube. Seus outros vídeos contém apenas o áudio e seu primeiro EP (lançado em fevereiro desse ano) possui apenas 4 músicas. Mas isso não tira a magia de Farao.

O que amo nessas cantoras nórdicas é que elas conseguem passar um clima completamente diferente do qual estamos vivendo. Uma coisa meio folclórica, sabe? Ouvindo Farao, me imagino num cenário bem mais frio, com ventos agradáveis e roupas mais pesadas. Eu me sinto uma retardada falando assim, HAHAH. Mas vocês se sentem assim também?

Mal posso esperar pelas próximas canções dela! :)

Pra saber mais, é só vir aqui!