A literatura não precisa ser fácil

Ando bastante introspectiva nos últimos dias, por isso não tenho aparecido por aqui. De vez em quando rola aquele momento de simplesmente parar para pensar sobre tudo. O que estou fazendo, onde quero chegar… Os usuais questionamentos que fazemos algumas vezes por ano, sabem? Nessas épocas, eu faço questão de me respeitar e não forçar nada. Então, desculpem pela sumidinha. :/

Mas é claro que, mesmo ausente, a cabeça não para. Nos últimos dias, tenho assistido alguns vídeos e posts de resenha sobre determinados livros e venho ficando impressionada como a comodidade pode nos afetar. Eu não sou a sabedoria em pessoa para falar com propriedade sobre literatura, acho que me encaixo mais como uma curiosa. Entretanto, sei que, quando nos acostumamos a um determinado gênero e vamos para outro, é claro que vai haver um certo desconforto. E isso é extremamente natural. A questão é quando chega a ponto do livro ser taxado como chato, só porque não é o tipo de literatura a qual estamos habituadas.

Como disse no título do post, a literatura não precisa ser fácil. Mais do que isso: é bom que ela seja um desafio. Quando era mais nova, tentei ler A Viagem do Elefante, do Saramago. É lógico que eu, sem preparo nenhum para a leitura, abandonei. Não consegui avançar porque não estava preparada para aquilo – e só. Não rotulei o livro como ruim e não fui espalhando por aí que o escritor era chato (mesmo porque, né, é Saramago). Penso que é muito importante termos em mente o que é realmente chato e o que apenas não está na nossa alçada julgar. Até porque o momento que estamos passando influencia bastante nas nossas opiniões. Talvez a hora não seja a melhor.

Os livros não foram feitos para serem fáceis – principalmente os que se encaixam na literatura clássica. Eles são difíceis, um verdadeiro exercício para o cérebro. Quem nunca terminou de ler uma obra e parecia que tinha feito a corrida de São Silvestre? E isso é bom! Alguns exigem muito da gente, mas não é à toa que se tornaram grandes livros. Mrs. Dalloway, da Virginia Woolf, foi um desafio para mim, mas está muito – muito, muito – longe de ser chato. Os livros tem um propósito, um porquê, têm uma história. Pode ser que, no nosso contexto, nada daquilo escrito faça sentido. Mas é bom parar para pensar no contexto que o escritor vivia, no seu repertório, na sua história de vida e na sua personalidade. Isso faz muita diferença.

Não queiram que os livros sejam fáceis. No momento que você procurar apenas esse tipo de leitura, tenha certeza que a cabeça vai ficar acostumada. Acho que por isso fujo tanto das listas de livros mais vendidos. Não é legal se acomodar; é importante que a literatura traga sempre novos desafios. Permanecer na zona de conforto não nos ensina, não nos tira do lugar, não nos acrescenta nada e não nos faz crescer. Felizmente.

Os signos do zodíaco nas colagens de Julia Geiser

Julia Geiser é uma designer de Berna, na Suíça. O trabalho dela me chamou a atenção não só por ser colagem – um tipo de arte que eu adoro, por sinal – mas também por conter uma mistura bem gostosa de imagens vintage com outros elementos mais modernos.

Adorei uma série de colagens em particular, feita para um jornal suíço, sobre os signos do zodíaco. Mas eu recomendo demais que vocês não vejam apenas essa série. Vale a pena conhecer mais sobre o trabalho dela por aqui e, para comprar, vir aqui.

Vem ver essas belezuras:

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Diário do Bartô #1: como (e onde) adotamos e o primeiro mês

Estou para contar uma novidade aqui no blog há bastante tempo. Quem me segue no Instagram e no Facebook já sabe desde o dia 28 de fevereiro: eu e meu namorado adotamos um gatinho! Ele estava relutante com a ideia a princípio, mas conversamos bastante – tivemos algumas discussões, claro – e ele decidiu me deixar livre para escolher. Desde quando comecei a morar sozinha, queria ter um gatinho. Como trabalho em casa, às vezes eu me sinto bastante solitária e a companhia de um animal de estimação é insubstituível.

Então, eu procurei pelo Facebook vários grupos de adoção de animais e abrigos, porque a minha intenção era adotar. Foi quando eu caí na página do Gato Uai, que é alimentada pelo pessoal do abrigo BarraGato. Conversei com o pessoal e marquei um dia para fazer uma visitinha. Acabei pedindo para a Sarah, minha amiga, me levar junto com o meu namorado para babarmos nos gatinhos. Depois de tanto olhar e morrer de amores, eu e meu namorado batemos o olho num cinza tigrado. Foi só eu pegá-lo no colo que começou a ronronar. Paixão na certa, claro.

Mas ele – que se chamava Luan na época – não veio com a gente no mesmo dia. Como o abrigo já tinha marcado a castração dele, resolvemos esperar um pouco. Depois de algumas semanas, eles o trouxeram aqui em casa. Ainda não sabíamos que nomes daríamos, então fizemos uma votação no Instagram com os 5 nomes que mais nos agradavam. Horácio, Geraldo, Timóteo, Ludovico e Bartolomeu eram os nomes escolhidos para a votação – cismamos que queríamos um gato com um nome velhinho, haha. E, numa vitória apertada, Bartolomeu levou a melhor.

O Bartô é um gatinho muito manso, carinhoso, carente e falante. E também cheio de energia, que ele prefere gastar lá pela 1 hora da manhã, hehe. Março, o primeiro mês de adaptação não foi fácil. Como eu fico o dia todo em casa, acabava ficando o dia todo de olho nele, tomando conta para ele não fazer coisa errada – tipo morder os fios espalhados por aqui. Então, eu não relaxava um minuto tentando ensinar o que podia e o que não podia.

Além disso, tivemos várias idas e vindas à veterinária. O Bartô estava com dor de barriga, uma gripezinha chata e descobrimos também um fungo no pescoço. Gastamos bastante com remédio, exame e ração, já que ele precisa comer, pelo menos por enquanto, a Royal Canin Gastro Intestinal (que é ~apenas~ 90 reais). Mas, finalmente, estamos começando a estabilizar por aqui. Ele sarou da gripe, está melhorando do fungo e a ração tem dado conta do recado.E o que tem me deixado mais feliz: o Bartô está cada vez maior e mais gordinho. Nas três últimas consultas, ele estava pesando, respectivamente, 2,5kg, 2,7kg e 3,1kg.

É muito bom ver que os esforços estão dando resultado, me deixou bem mais tranquila e, agora que o Bartô se acostumou à nova casa, estou conseguindo relaxar. É um processo, né? Tanto para nós, como donos, quanto para ele. A verdade é que eu tenho aprendido muito – a lidar com ele, a ser mais paciente e, principalmente, a relevar certas coisas. Para o Bartolomeu, tudo é brinquedo. Cheguei a guardar algumas coisas que não queria que estragasse, mas algumas outras eu simplesmente deixei para lá. Não vai fazer diferença na minha vida, sabe? São ossos do ofício como uma ~mãe de gato~, haha.

Bom, acho que é melhor eu terminar por aqui o primeiro capítulo do Diário do Bartô, senão vou escrever até o próximo ano, hehe. Para finalizar em grande estilo, aí estão algumas das fotos mais fofas que eu tirei dele. Estão todas no meu Instagram – que, aliás, agora só dá o Bartolomeu, hahah.

instagram-xugar-bartolomeu

~peraí que eu vou ali apertar esse fofucho~

Quero um apartamento sueco para chamar de meu

Sou totalmente obcecada pela combinação branco + preto + cinza – principalmente na moda, mas também na decoração. No último ano, virei uma fã incondicional das casas escandinavas e suas decorações minimalistas e bem pensadas. E foi visitando um dos meus blogs preferidos de decoração, o My Scandinavian Home, que descobri um site de vendas de apartamentos mobiliados na Suécia.

Essas fotos do post são de um apê lindo de morrer de 61 metros quadrados em Gotemburgo. Olha, queria muito que ele fosse meu, se não estivesse à venda por apenas 2.350.000 coroas suecas – algo tipo 900.000 reais. O bom é que sonhar não custa nada, né? Hehe. :P Segura essa fofura:

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