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5 dicas para comprar mais conscientemente

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Ninguém está imune aos desejos impulsivos e consumistas. Queremos a lingerie que a atriz usou na novela, o batom da blogueira famosa e as últimas tendências o mais rápido possível. Não refletimos muito bem se aquilo tem a ver com o nosso estilo, apenas compramos. Esse tipo de consumo ainda é comum no nosso dia a dia, especialmente com tanta informação sendo compartilhada todo tempo. Mas, felizmente, um movimento está ganhando cada vez mais força entre as consumidoras.

Consumo consciente é um assunto que pauta a nossa visão atual da moda. Se ainda não o seguimos, estamos pelo menos pensando sobre. E esse é um ponto positivo: precisamos continuar falando sobre isso, e falando muito. As coisas não mudam de uma hora para outra, portanto, é importante manter a chama do questionamento acesa para que ela possa evoluir para uma ação mais efetiva no futuro.

Eu ainda estou no nível padawan dessa nova forma de pensar, e sei como tudo isso pode ser complicado e confuso. Mas uma coisa que aprendi é que a ideia não é parar de consumir e, sim, escolher melhor e buscar alternativas mais conscientes. É se reeducar. Portanto, o post de hoje vai para as meninas que adoram comprar, mas começaram a questionar suas próprias atitudes e querem dicas de como começar uma revolução no seu próprio armário. :)

1. Invista em itens duráveis

Uma boa peça vai durar horrores dentro do seu guarda-roupa. Então, mesmo que o dinheiro gasto no item seja mais alto, é bom sempre lembrar que a qualidade será recompensada e você não precisará investir em algo igual por muito tempo. É o tal do custo-benefício que devemos levar em consideração. Nesse caso, vale a pena gastar um pouco mais em peças que são fundamentais para você – como uma boa calça jeans, por exemplo. E é fato: depois que você começa a consumir itens de melhor qualidade, você passa a nivelar todos os outros por cima e fica bem mais exigente com as suas compras.

Antes de passar para o próximo tópico, acho importante ressaltar que não é porque uma coisa é cara que ela, automaticamente, é de qualidade ou possui um processo justo de produção. Por isso, é fundamental buscar se informar sempre.

2. Compre de pequenos produtores

Falei bastante sobre esse item num post recente. Visitar a Jardin foi realmente importante para mim e me fez valorizar muito mais o trabalho de formiguinha que alguns estilistas e marcas fazem. Por não se tratarem de grandes cadeias de lojas, seus pedidos são menores, o que encarece um pouco a produção – mas é aí que a gente volta ao primeiro item. A chance dessa peça ser durável é bem maior do que uma rede de lojas fast-fashion. Portanto, o dinheiro investido, além de ser dividido de uma maneira mais justa para todas as pessoas que participaram do processo, ainda te dá uma maior segurança da qualidade da peça adquirida.

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3. Opte por marcas conscientes

Felizmente, já podemos encontrar marcas que pensam muito a frente. Um dos termos que está ganhando cada vez mais destaque nesse meio é o upcycling, que “é o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade”. Aqui no Brasil, a Comas, a Gabriela Mazepa e a Insecta Shoes são algumas das marcas que seguem esse processo. Portanto, você consome de marcas que diminuem drasticamente as demandas por material, preservando, assim, os recursos naturais do planeta.

4. Busque costureiras

No tempo das nossas mães e avós, sempre existia uma costureira de confiança. Era ela quem fazia as roupas para a família e você se lembra muito bem de fazer visitas à ela quando era criança. Essa história parece de um passado tão distante, né? Infelizmente, a cultura de fazer roupas em costureiras foi se perdendo. Criamos o hábito de já comprar pronto, de resumir o nosso corpo em P, M ou G e de nunca estarmos 100% satisfeitas com o caimento da peça porque, né, pelo menos foi baratinha. As costureiras aparecem lá no final, quando queremos ajustar a bainha ou a cintura de uma calça. Mas e se elas aparecessem logo no início da sua ideia? E se elas fossem responsáveis pelo melhor blazer do seu armário ou pelo vestido maravilhoso que só você tem? Não é uma tarefa fácil ir em busca da costureira perfeita, mas a caça vai valer a pena.

5. Garimpe em brechós

Os brechós possuem uma aura difícil de explicar. São tantas histórias que passaram por cada peça que a gente chega a viajar. Quem será que usava esse vestido? Será que ele foi importante para essa pessoa? Onde será que ela foi com ele? Como ela o usou? Tentar remontar a trajetória da peça faz a gente valorizar esse item que já viveu tanto. Consumir dessas lojas é a garantia de que nenhuma modinha efêmera vai te fisgar ou que alguém estará vestindo exatamente a mesma coisa que você. Além disso, já vi escrito por aí em algum lugar: a peça mais consciente é aquela que já existe. Portanto, deixe o preconceito de lado e valorize os brechós.

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Imagens: Un-Fancy.

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23 comentários

  1. Mary 11 de julho de 2016
    às 10:09

    A vantagem em adquirir itens duráveis a gente percebe à medida que amadurece. Eu, quando mais nova, achava que tava fazendo o maior negócio comprando tres camiseta com menos de 100 reais nas fast fashion. Tres meses de uso frequente e já nao tinha camiseta nenhuma. Com o tempo é que descobri como comprar itens de qualidade é bom pra mim e pro planeta.

  2. VANESSA BRUNT 11 de julho de 2016
    às 11:55

    Sempre agregando bases deleitosas para maiores reflexões! Tão bom sempre enfatizar o ponto 3. “Antes de passar para o próximo tópico, acho importante ressaltar que não é porque uma coisa é cara que ela, automaticamente, é de qualidade ou possui um processo justo de produção. Por isso, é fundamental buscar se informar sempre”: palmas eternas!

    http://www.semquases.com

  3. Bárbara Almeida 11 de julho de 2016
    às 12:30

    Gabi, essas são dicas que eu preciso. Estou tentando mudar meu guarda roupa, sou daquelas que tem mil peças e não sabe combinar uma com a outra sabe? Confesso que o blog já me ajudou muito a mudar. Mas quero muito pesquisar mais, principalmente do armário capsula que você fez.

    beijos, http://loveiscolorful.com/

  4. Geovana 11 de julho de 2016
    às 18:26

    Nossa que posts legal, estou amando visitar e ler os posts deste blog maravilhoso, realmente um dos melhores blog que eu amo visitar.

    Parabéns !

    Visite Meu Blog >>> Geovana

  5. susany oliveira 11 de julho de 2016
    às 20:13

    Tem dois brechós próximo de onde moro atualmente e estou ansiosa para ir lá.

  6. Carol 11 de julho de 2016
    às 23:46

    Excelente Artigo , Estou amando ler os artigos deste blog, são todos perfeitos.

    Parabéns !

  7. Helena Arruda 12 de julho de 2016
    às 00:47

    Aprender a consumir melhor, melhora a vida de qualquer um. Adoro a ideia de consumir de pequenos produtores pelo simples fato de serem peças com maiores chances de serem únicas e, como bem citado, de melhores qualidades!!!!

    Vontade de imprimir esse post e colocar em meu quadro de avisos para vida!!!v HIHIHI!

    beijinhos e até!!!

  8. M. 12 de julho de 2016
    às 10:49

    Estou desde o ano passado tentando seguir essa vida de minimalismo e compra consciente. Até tenho conseguido, mas a minha maior dificuldade é encontrar lojas e blogs brasileiros para compras e inspirações! Encontrei seu blog ontem e já to amando! Adorei muito!

    landofpermanentbliss.blogspot.com

  9. jéssica 12 de julho de 2016
    às 14:26

    Consumo consciente é VIDA! Nada mais feliz que achar uma peça coringa que vai com vários looks! Muito boa todas as dicas, só queria que na minha cidade tivesse mais brechó (moro no Maranhão, por aqui é difícil achar algo assim). Conheci seu blog hoje (nem sei como cheguei aqui, acho que pinterest) e adorei! Beijos!

  10. Karen Salerno 12 de julho de 2016
    às 16:12

    Eu estou me esforçando para consumir cada vez mais conscientemente,e olha é bem difícil as vezes. Sobre brechós, eu simplesmente amo, mas ultimamente tem uns que querem cobrar mais caro que peças novas, ai desanima um pouco. Um dos meus sonhos é aprender a costurar, minha mãe sabe e tinha costume de fazer vestidos para mim e para minha irma com as camisas velhas do meu pai quando eramos crianças. Inclusive foi minha mãe que fez o vestido de primeira comunhão que minha irmã usou e que eu usei 12 anos depois.

  11. Luiza marques 12 de julho de 2016
    às 16:21

    Gabi, que post incrível, amei as dicas!!! Comecei a pensar duas, três vezes antes de comprar alguma peça e isso tem mudado a minha vida! Com toda a certeza, qualidade é melhor que quantidade!

  12. Carol 13 de julho de 2016
    às 07:38

    Como não amar suas dicas♥
    Também sou pequena produtora, faço acessórios em tecido africano e compro meus materias de refugiados. Acredito no consumo de forma consciente que contribui para dar melhor oportunidade de vida para as pessoas.
    Beijos

    http://Www.rainhacandace.wordpress.com

  13. ally 16 de julho de 2016
    às 15:34

    Minha mãe segue todas essas dicas hahahha. Uma coisa que ela sempre fala e que você citou no post é que temos que dar preferência para algo de qualidade, porque com certeza aquilo vai durar por um tempo maior,

  14. samya RibeiRo 21 de julho de 2016
    às 15:15

    Gabi, esse assunto é extremamente pertinente, e fico mega feliz com os passos que tenho tomado ultimamente. E isso é graças a ti e a Ana. Começou com o armário cápsula, que é um desafio e uma proposta super importante, e eu comecei a me atentar pro “menos é mais”, que nós conseguimos ser feliz só com aquilo que temos, porque, de verdade, eu não sentia – sinto, já que é um execício constante – orgulho de me ver mega feliz ou me desestressar ao ouvir a palavra compras, ou mesmo em estar sempre pensando naquilo que eu quero/preciso ter, sendo que o eu devo fazer é valorizar aquelas peças que já estão ali, sabe? Precisamos olhar para nós, nos conhecer, nos adequar a nossa realidade e rotina.
    Portanto, eu te agradeço muito por isso e pelas indicações dos posts da Ana, pq eu a conheci através de vc, e foram vcs as responsáveis por me instigarem a abrir meu guarda-roupa e fazer várias combinações com as peças ~que eu tenho~, pra derrubar mesmo a ideia de que preciso de outras, e se eu ~quiser~ ou precisar, que eu pense e pesquise bastante antes..dando valor a cada etapazinha, não só ao meu bolso.
    Escrevi esse “livro” não só pra materializar meu agradecimento, como pra ti fazer se sentir grata também, porque sei que são essas mudanças que fazem teu trabalho valer a pena..mas também quero te incentivar a continuar pregando essas ideias para as pessoa, pq de futilidade e ostentação a blogosfera está cheia. Obrigada!

  15. maira 21 de julho de 2016
    às 17:05

    adorei o termo já era adepta sem saber! parabéns pelo post

  16. Grazy Bernardino 22 de julho de 2016
    às 16:23

    Gabi, eu amo de paixão comprar em brechós. Compro em fast-fashions, mas sempre vou focada em algo que eu precise mas dou preferência pela indústria local. Aqui em SC temos uma indústria têxtil muito forte, de marcas bem pouco conhecidas, que dá emprego para muitas famílias então meus jeans e malhas geralmente vêm desses lugares, onde compro de lojas direto de fábrica.

    Adorei o post!

  17. Jeniffer geraldine 23 de julho de 2016
    às 12:12

    Dicas maravilhosas que vou tentar aplicar. Gostava muito de ir para costureira encomendar alguma roupa. Era uma expectativa legal. E quando via a roupa prontinha, como imaginei, a sensação era única hahah #alok
    beijos!

  18. BA MORETTI 26 de julho de 2016
    às 09:00

    e é um caminho sem volta né? depois que tu pega o embalo da coisa tu repensa tu-do que tu pensa em comprar e até quando te oferecem algo. já perdi as contas de peças que minha mãe quis me dar, passar adiante e eu fiquei ~acho que não vou usar então melhor dar pra outra pessoa~ coisa que antes eu já aceitava sem nem pensar direito.

  19. Carolina 29 de julho de 2016
    às 12:01

    Adoro esses posts sobre moda consciente! Super concordo e amei as dicas, confesso que ainda não estou conseguindo por em prática quando vejo uma loja em liquidação, mas é algo que vou adotar.

    Beijos
    http://www.mulhermelhore.com

  20. Carol Justo 16 de agosto de 2016
    às 00:43

    Cheguei hoje e já amei o blog. Estou doida por visitar uns brechós bonitinhos que tem na minha cidade, acho que quando fizer isso vou fazer um post sobre. Amo comprar, mas nem sempre temos grana o suficiente, um brechó é uma ótima ideia para achar boas peças e baratinhas

    http://www.pinkisnotrose.com

  21. Fernanda 24 de agosto de 2016
    às 13:54

    Oi Gabi!Vim parar aqui por causa da indicação da Vanessa.E,olha,que blog maravilhoso.Estou caminhando para uma vida mais saudável e mais consciente de que meus atos impactam o meio ambiente.Então seu post me foi bem útil.
    Muito obrigada por esse site maravilhoso!
    Beijão,Dreamy

  22. Meriane Lima 25 de agosto de 2016
    às 18:16

    Amei as 5 dicas vai comina comigo , muito boa mesmo suas dicas é por isso que sempre estou acompanhando seu blog sempre com post interessantes como esse !