O conceito de Wanderlust e a marca INNI

O conceito de Wanderlust e a marca INNI

Wanderlust é uma expressão alemã. “Wander” significa migrar, trilhar, vagar – e “lust” quer dizer desejo. Ou seja, uma vontade de viajar, um desejo de se deslocar de lugar. Só uma língua interessantíssima como a alemã poderia trazer uma expressão curta, mas que diz muita coisa. Wanderlust não está só ligada com o anseio de uma viagem, mas com o conjunto inteiro de experiências e sensações (físicas e psicológicas). É um pedido desesperado de seguir, ir aonde o vento levar. Tem a ver também com uma elevação espiritual e mental, uma jornada de busca por si mesmo. Além disso, quer dizer uma saudade de algum lugar que nunca se conheceu ou visitou.

Não conheço outra palavra que consiga traduzir meus sentimentos atuais tão bem quanto esta. E talvez seja por causa desse conceito tão perfeito que eu tenha adorado a INNI. A marca é super nova e a sua coleção de inauguração teve como tema a expressão wanderlust. Natasha Bernardo é a pessoa por trás da marca com esse conceito ainda inovador. Ela e o irmão, Paulo Bernardo Filho, tentam levar para a etiqueta um pouco das experiências vividas nas suas viagens. Olhem só que linda a campanha:

O conceito de Wanderlust e a marca INNI

O conceito de Wanderlust e a marca INNI

O conceito de Wanderlust e a marca INNI

O conceito de Wanderlust e a marca INNI

O conceito de Wanderlust e a marca INNI

Depois de alguns estudos no Japão, a dupla decidiu colocar em parte das peças, botões imantados em pontos estratégicos, pois prometem ativar a circulação e promover o bem-estar de quem usa. Segundo o próprio site da INNI, a marca “foi criada para pessoas com espírito jovem independente da idade, que buscam novas experiências sem esquecer o estilo, dispostos a se aventurar onde quer que seja, através de livros, filmes, sonhos e viagens. Em busca do desconhecido a marca incentiva a conquista rumo ao novo”. Eles ainda investem em tecidos mais leves, como linho, malha de algodão e crepe de viscose.

Em tempos que existem milhões e milhões de lojas de roupas femininas, um conceito bem fundado – e fiel à imagem que a marca quer passar – faz toda a diferença. Ter roupas bonitas não basta, é preciso ter uma história e uma linha de criação bem rica e nova para se destacar em meio à multidão. Curti demais a ideia da marca. Para quem quiser conhecer um pouco as peças, é só entrar aqui no e-commerce. Ah! E adorei também os nomes das roupas: cada um corresponde a uma cidade ou capital! :)

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Comassim eu não fiquei sabendo disso, Brézil? A Mango simplesmente abalou Bangu (HAHA) com esse lookbook divino. Peças clássicas, mas com um perfume contemporâneo. Roupas atemporais, interessantes, bem feitas e elegantes. Uma brincadeira que se encontra muito mais nas texturas, no toque. Para mim, esse lookbook foi quase uma poesia.

Há um contraponto entre o estilo masculino, com os terninhos e botas pesadas, e o super feminino, com os vestidos justos, a modelagem peplum e a renda. Veludo, tweed e couro conversam muito bem entre si, sem ficar over. Pelo contrário!

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Mango: lookbook novembro/2012

Ah, só um recadinho para a Mango:

Shut up and take my money!

A coleção de roupas e a história da Repetto

A coleção de roupas e a história da Repetto

No início de novembro, a marca de sapatos francesa Repetto anunciou que criaria a sua primeira coleção de roupas prét-à-porter. No dia 5 de dezembro, as lojas receberam a coleção nomeada La Garde-Robe de Repetto – ou O Guarda-Roupa Repetto. A responsável por ela foi Emilie Luc-Duc, que é diretora criativa da marca Rodier. São 18 peças ao todo, que incluem saias de tule, camisetas justinhas, casacos com amarração e vestidos drapeados, tudo inspirado em roupas de bailarinas.

A história da Repetto e sua coleção de roupas

A Repetto é conhecidíssima pelas suas ballet flats. A primeira loja de sapatos de balé foi aberta em 1947, por Rose Repetto, perto da Ópera Nacional de Paris. Rose abriu a loja por uma sugestão de seu filho, o grande coreógrafo francês Roland Petit. Então, sabemos que a paixão pela dança era hereditário!

A coleção de roupas e a história da Repetto

Algo que tornaria a marca conhecida no mundo todo foi um singelo pedido da atriz (que também era bailarina) Brigitte Bardot. Ela pediu para Rose criar um modelo de sapato que fosse parecido com as sapatilhas de balé que usava, mas que também servissem para o dia a dia. Assim, surgiu o modelo Cendrillon (Cinderela, em francês), que foi eternizado no filme E Deus Criou a Mulher.

A coleção de roupas e a história da Repetto

Ter uma sapatilha Repetto é um sonho de consumo, pelo menos para mim. A primeira boutique na Rue de la Paix, 22, ainda está lá! Desde sua inauguração até os dias de hoje, é referência não só para dançarinos e bailarinos do mundo todo, tendo no currículo clientes importantes como Maurice Béjart, Rudolf Nureyev, Mikhail Baryshnikov e  Serge Gainsbourg. A marca também fez parcerias com Issey Miyake, Yohji Yamamoto, Comme des Garçons e Karl Lagerfeld.

Criar, pela primeira vez, uma linha de roupas, é um grande salto para um nome que só era conhecido no mundo dos sapatos. Tentar traduzir toda a sua história e habilidade em um setor bem diferente, não deve ser fácil. Mas creio que a coleção ficou bem coesa, fazendo com que, mesmo quem não é bailarina, queira sair pelas ruas com roupas assim. Vamos esperar, ainda veremos mais coleções de roupas da Repetto por aí!