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Filme: Alice no País das Maravilhas

Bom, antes de começar, gostaria de dizer que só não postei a crítica antes com um medo: de desestimular alguém a ver o filme. Penso agora que todo o afã passou e muita gente já viu, eu possa dar minha humilde opinião sobre o filme em questão. Vamos lá.

Admiro o trabalho de Tim Burton. E posso dizer que sou fã desde criança. Quem nunca chorou vendo Edward Mãos de Tesoura? E quem nunca se encantou com O Estranho Mundo de Jack? Isso para não continuar uma lista mais extensa de filmes que entraram para a história não só do cinema, mas para a minha também. Tim Burton sempre foi para mim um exemplo de criação, de inspiração e de um estilo particular, me fazendo associar sua imagem a um mestre do sombrio e do sarcasmo.

Nos últimos filmes ele tem se aproveitado da fórmula infalível: a atuação impecável de Johnny Depp + o humor divertido de Helena Bonham Carter + a trilha sonora fantasiosa composta por Danny Elfman. A fórmula tem tido resultado satisfatórios e creio que ela permanecerá durante um tempo. Apesar dos talentos incríveis, eu me pergunto se não estaria na hora de Tim Burton renovar suas ideias. Os roteiros mais recentes são inspirados em histórias que já existem e isso me deixa com saudade de vê-lo fazer um filme do zero, com um roteiro original.

É quase impossível não relacionar a Alice de Tim Burton com a Alice de Lewis Carrol. O mundo subterrâneo (Underworld) criado pelo diretor não conseguiu acompanhar o surrealismo fantástico do escritor. Acho que, por causa disso, alguns clichês se desenrolaram na história, principalmente na divisão nítida do “bem” e do “mal”, algo que nos antigos filmes de Tim Burton se mesclava.

O roteiro confortável, porém, é inversamente proporcional à magia do cenário. Muitos lugares incomuns, composições inesperadas e ar sombrio característico. Sem contar com o figurino, que não decepcionou nem um pouco. Todas as tranformações de Alice trazem consigo uma vestimenta diferente, além das roupas das rainhas e dos personagens do filme, que também chamam bastante atenção.

A pena é que tudo isso pareceu só mais um trabalho. Um dever que Burton teve de cumprir. Ainda não me conformo com o péssimo final da história, que não se assemelha em nada à loucura da história original. Tudo parte de uma zona de conforto. Tanta publicidade, tanto alarde, esperamos esse filme há muito tempo. E o resultado saiu como eu temia: o filme é normal. Ele é ótimo para crianças, que com certeza se divertiram muito. Mas, pelo menos para mim, ele foi uma grande decepção.

Pronto, agora podem jogar pedras. x_x

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10 comentários

  1. bruberries 24 de maio de 2010
    às 21:30

    Eu escrevi a crítica lá no meu blog assim que vi, mas vou comentar aqui tbm!

    “Os roteiros mais recentes são inspirados em histórias que já existem e isso me deixa com saudade de vê-lo fazer um filme do zero, com um roteiro original.”

    Guria, foi EXATAMENTE isso que eu disse na mesa do almoço no dia seguinte ao ver o filme.

    Tô meio cansada dessas adaptações, remakes… e não é só do Tim Burton. Mas se tratando dele, sim, principalmente, pois os filmes de autoria própria são tão lindos e cheios de magia.

    “Ele é ótimo para crianças, que com certeza se divertiram muito.”

    Se eu fosse criança, esse filme seria um épico com certeza. O efeito visual é INCRÍVEL e a história é totalmente entendível pros pequenos. Eu ficaria pedindo pra minha mãe colocar no DVD toda hora, bem chatonilda.

    1. Gabi Barbosa 24 de maio de 2010
      às 21:49

      Como você disse lá na sua crítica, Bru, talvez não era o objetivo fazer um filme de impacto, mas um filme mastigado para todo mundo mesmo. Um filme bem popular. Mesmo assim, qual seria o sentido da sétima arte se os filmes não pusessem a gente para pensar e viajar, né? Quero um roteiro original do Tim Burton e já me entristeci quando soube de um possível filme dele em cima do roteiro d’A Bela Adormecida… Assim fica difícil!

      Beijo e muuuuito obrigada por aparecer por aqui! ^_^

  2. Bernardo Pessoa de Oliveira 24 de maio de 2010
    às 21:43

    Concordo!
    Burton não tem andado muito criativo nesses últimos anos.
    É só lembrar que os últimos filmes dele ou eram refilmagens ou adaptações de histórias a muito consagradas. Toda a sua genialidade que tanto me encantou perdeu-se em infinitas repetições de gêneros e situações. Seu mundo onírico e excêntrico já se tornou um clichê ja que se repetiu a exaustão.
    Está na hora de ver o Tim Burton das antigas… do bom e velho “os fantasmas se divertem”, onde o gótico sombrio se fundiu com o humor em uma demonstração de genialidade pouco vista no cinema.

    1. Gabi Barbosa 24 de maio de 2010
      às 21:50

      Bê, acho que ele anda muito preguiçoso, isso sim. É mais fácil pegar um pronto e fazer um remake do que parar durante anos para fazer um completo e original. Foram mesmo muita repetições e elas cansaram, como falei no post. Sinto falta do velho Buton também!

  3. coisasdeamiga 25 de maio de 2010
    às 13:20

    Ahh, eu adorei o filme!
    Achei o figurino, cenário, make e atores perfeitos!

    Beeijos

  4. não me mande flores 25 de maio de 2010
    às 15:27

    Ainda não vi, mas tenho visto tantas críticas negativas. Acho que todo mundo estava esperando tanto e acabaram se decepcionando…

  5. sininhu 25 de maio de 2010
    às 16:09

    Posso dizer que ao anunciarem um filme sobre a Alice dirigido por Tim Burton, eu dava pulos de alegria e passei durante um longo tempo morrendo de ansiedade, louca para assistir o filme que prometia ser super maravilhoso.

    Eu sempre fui fã de Alice, desde pequena, não só do desenho mas principalmente dos livros. Assim que lançaram os primeiros trailers eu já percebia uma modificação super absurda e nada condizente aos livros… me decepcionei um pouco, mas queria assistir do mesmo jeito.

    Até que eu vi no blog de alguém, um vídeo com aquela dancinha tosca que o Chapeleiro Maluco faz, dizendo que era o ponto alto do filme. o.O Para mim foi a gota d’água isso! Desisti de assistir ali. Pode parecer estranho uma pessoa assistir 30 segundos de um filme e tirar conclusões, mas como sou super fã do Lewis Carroll, achei que ele deveria estar se revirando no túmulo uma hora dessas! huahuahaha
    Claro que o filme é voltado ao público infantil, devo relevar e tal… mas por hora eu não pretendo assistir o filme.

    Quanto a critica que tu fez ao Tim Burton, concordo em tudo.
    ;*

  6. Luísa Alves 26 de maio de 2010
    às 01:34

    Olha nem sei se as crianças se divertiram porque meu sobrinho de 5 anos pelo menos morreu de medo e não quis ver muita partes.
    hihih

  7. Tereza 3 de junho de 2010
    às 17:02

    Tambem fiquei frustrada depois que assisti o filme. :/