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O armário do Zuckerberg

armario

Esse final de semana acompanhei o Douglas em um evento sobre arquitetura da informação no Rio de Janeiro. Não é bem a minha praia, mas sabia que alguma coisa eu poderia aprender de novo por lá. Em um dado momento, o palestrante afirmou que o ser humano pode fazer de centenas a milhares de decisões por dia – e isso, ao longo do dia, vai afetando a sua capacidade de raciocínio e, consequentemente, minando a chance de tomar decisões acertadas.

Segundo essa matéria da Super Interessante que achei sobre o assunto, o nosso cérebro não consegue hierarquizar decisões. Ou seja, não importa se estamos escolhendo a blusa verde ou a azul ou decidindo se vamos ou não nos casar. Para o cérebro, as duas decisões possuem pesos iguais. Resumindo: tanto as decisões pequenas quanto as grandes gastam a nossa energia e nos sobrecarregam.

Vocês lembram da história do Zuckerberg e a sua camiseta cinza, né? A matéria rodou o grupo do armário-cápsula e o Facebook inteiro, e não poderia ser diferente. Zuckerberg, assim como Steve Jobs e Obama, evita ocupar o seu dia/cérebro com mais uma decisão. Durante um tempo, achei que essa história fosse para boi dormir, mas a verdade é que nós sabemos muito bem como nos sentimos quanto o dia é cheio de escolhas a fazer. No final do dia, não conseguimos nem decidir se estamos com fome ou não. É bizarro, mas é real.

É impossível não fazer um paralelo com as nossas próprias escolhas diárias. Uma das primeiras delas é: o que vamos vestir? E ela é bem complexa, porque depende do nosso humor, do clima, do que iremos fazer no dia, das roupas que estão disponíveis no guarda-roupa… Levamos em consideração um monte de coisas e algo que deveria ser simples vira trabalhoso, demorado.

Na hora de arrumar a mala para passar um dia no Rio, confesso que tive muita dificuldade. Precisei levar em consideração várias coisas: o ônibus é muito frio, o Rio é muito quente, iremos passar um dia inteiro com a mesma roupa, a muda de roupa que eu preciso levar na mochila não pode amassar e precisa ser leve… E tudo isso me fez demorar muito. Enquanto isso, o Douglas arrumou a mala dele em questão de minutos. Já sabia qual calça usar, qual bermuda levar, qual tênis calçar e que óculos escuros pegar. Senti inveja.

Fato é que ele possui uma base boa de roupas básicas. E elas funcionam em qualquer ocasião. São simples, não têm muitos detalhes e bastam. Foi aí que pensei: é nesse nível que eu preciso chegar. Sem pensar tanto, fazer uma mala para um final de semana. Sem refletir muito, escolher a minha roupa para trabalhar. Meu trabalho se resume a fazer a escolha certa de palavras (e imagens) para um determinado texto. Se eu continuar demorando um tempão para fazer escolhas simples, vou sempre chegar ao final do dia esgotada.

O armário-cápsula já me ajudou muito nesse quesito, mas ainda demoro mais do que gostaria. Também não sei como chegarei nesse nível, porque não é minha intenção ter só um tipo de blusa e só um tipo de calça para viver – afinal, curto muito me arrumar em alguns momentos, né – mas acho que, quanto mais restringimos as peças do armário, mais facilitamos a escolha.

Lembro que, há um certo tempo, falei com o Douglas que meu objetivo com o guarda-roupa era poder fechar o olho, pegar uma parte de cima e uma parte de baixo e não me preocupar, porque ambas combinavam entre si. Desviei do foco – como sempre – mas agora entendi que preciso retomá-lo. Não é preciso muito para ser feliz. Pelo contrário, as opções infinitas vão nos deixando cada vez mais cansadas e desgastadas ao longo do dia. A simplicidade é o caminho.

O que vocês acham disso? Queria muito saber a opinião de vocês. :)

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30 comentários

  1. Ana Claudia 23 de fevereiro de 2016
    às 10:38

    Gabi, já tinha lido um texto sobre isso no carolburgo.com, e eu concordo completamente com isso!
    A gente gasta muita energia tomando certas decisões, e seria muito melhor se a gente conseguisse usar essa energia para outras coisas. Menos coisa para pensar, mais qualidade no pensamento!
    E é engraçado que quando você usa sempre uma mesma roupa, todo mundo fica notando isso, e acho que é isso que as vezes nos impede de ir atrás dessa simplicidade. (Já levei muita bronca da minha mãe porque só comprava roupa de uma cor, agora compro de 2 ou 3)
    Adorei o texto, e acho que você disse tudo! :)

  2. Melyssi Peres 23 de fevereiro de 2016
    às 11:06

    Assunto um pouco polêmico né! hahaha
    Acho que depende do que cada um vê como prioridade.
    Por exemplo, sua prioridade é o trabalho, e você prefere gastar sua energia com isso. Mas existem pessoas que preferem trabalhos que não gastem muito a energia delas.
    Tem gente que não quer gastar energia escolhendo o que comer, tem gente que acha que cada refeição merece muita atenção,
    Ultimamente eu tenho tentado gastar minhas energias em me sentir bem comigo mesma. Sendo assim, acho que a hora de escolher o que usar é importante pra mim e aí gasto um pouco mais de energia com isso. Entende?
    Acho que vai de cada um escolher o que vale depositar mais atenção, energia e escolhas mesmo :)

    1. Ana 23 de fevereiro de 2016
      às 14:36

      Adorei o que você disse! Concordo plenamente contigo; acho muito importante cada um ter em mente o que é melhor para si, e aí sim escolher o que merece ou não mais tempo e energia. Afinal, nem todo mundo vai experimentar a mesma tranquilidade usando uma camisa cinza todos os dias.

    2. Simone 23 de fevereiro de 2016
      às 16:14

      Isso aí! Concordo com você! Da mesma forma que ao pensar o minimalismo é necessário ter em mente o que é supérfluo/essencial para cada um, o mesmo vale nessa discussão. Escolho gastar energia em algumas coisas e não em outras.

  3. VANESSA BRUNT 23 de fevereiro de 2016
    às 11:12

    “A simplicidade é o caminho”. Com certeza, Gabi! Postagem maravilhosa, deliciosa de ler! Dá abraço! Amei. Essas suas dicas do armário-cápsula são salvações, simplesmente adoro, e esses quesitos citados na postagem são ainda mais meios de ratificar o quão é importante tentar minimizar para observar as grandezas.

    http://WWW.SEMQUASES.COM

  4. Bianca 23 de fevereiro de 2016
    às 11:13

    Não sabia dessa história do Mark! Mas achei bem curiosa haha
    Eu acho que essa questão é válida, mas eu não me vejo assim. Eu não tenho muitas roupas e quase todas as minhas roupas são de cores neutras, o que facilita na hora de escolher. Mas a combinação de sapato com a roupa e acessórios é uma coisa que sempre gostei de fazer. Gostaria de levar menos tempo, sim, mas a satisfação de me ver num look que eu acho que tá “perfeito” é muito grande. Vivi um ano fora e não tinha bem menos opções de roupas e sapatos, porque não tinha condições de montar um armário novo lá e ainda mais trazer as coisas de volta pro Brasil. Lá eu me vestia mais rápido, porque tinha menos opções e todas as peças realmente combinavam entre si. Mas a minha satisfação não era a mesma, porque o look estava “ok” ele não estava “perfeito”. Acho que, ao contrário, me limitar é que me deixa mais infeliz! Gosto de experimentar e me apaixonar por novas combinações!
    Beijos!

  5. Bárbara Ferreira 23 de fevereiro de 2016
    às 11:38

    Meu maior problema atualmente é com a escolha das minhas roupas. Seja no dia a dia, pra ir a universidade ou para alguma ocasião diferente. Até pra ir a praia sinto dificuldades. O maior problema é que não faço escolhas inteligentes quando vou comprar roupas, acabo comprando cada peça diferente de mais umas das outras e não consigo combina-las depois. Minha vida vira uma bagunça. Perco muito tempo pra decidir coisas tão simples, e isso é apenas um exemplo, que lendo sua postagem entendi a razão de estar sempre tão cansada quando vou chegando em casa a noite. Por trazer postagens com assuntos tão diversos, o blog se torna muito interessante e convidativo, com mais personalidade. Parabéns Gabi =)

  6. Bárbara Bastos 23 de fevereiro de 2016
    às 12:03

    Olha, Gabi, devo dizer que levo muito mais tempo para pensar no que comentar aqui do que para arrumar uma mala. Sério! hahaha

    O Neil Gaiman (<3) só usa preto há anos também por causa disso que você falou – segundo ele, preto é uma cor "nice", e todas as roupas dele acabam combinando entre si por causa disso. hahaha

    A Ines de la Fressange, no livro dela, sugere que a pessoa tenha metade do armário com básicos-clássicos (bem Zückerberg) e a outra metade com coisas personalizadas, que dão graça ao visual (pra não cair na mesmice!). Não sei em que pé está o seu armário hoje, mas fica a sugestão: coloque basicões em uma metade, coisas que têm graça na outra e só ponha peças básicas na hora de fazer a mala.

    Acho que, no dia-a-dia, você demorar um pouquinho mais para escolher talvez não seja uma falta em relação ao ideal de simplicidade, mas simplesmente uma prioridade. Você gosta mais de moda do que o Zückerberg, então você vai "perder" mais tempo com isso. Você vai ponderar com mais carinho no dia-a-dia da mesma forma que pondera ao escrever seus posts no blog ou como colaboradora profissional.

    Mas essa questão de hierarquização que você mencionou, no geral, é muito interessante e muito importante para a gente pensar o dia-a-dia como um todo, né? Pensar em nosso planejamento de vida e até mesmo nos pensamentos que a gente quer manter! Imagine quanto rancor ocupa espaço no cérebro? Quanta raiva, palavras não-ditas, desejos não-realizados, insatisfações? De fato, tá na hora de ligar o gerenciador de tarefas e finalizar uns processos. :D

    Ah, e sobre as malas: a Ines também dá algumas dicas no livro dela. Mas eu, pessoalmente, penso assim: nunca fui para fora do País, mas cansei de fazer malas gigantes com pertences que eu nem queria olhar quando chegava ao meu destino. E aprendi a lição – hoje, antes de viajar, penso no que vou sentir ao chegar ao destino: aquela sensação de ter muitos estímulos externos, mudança de rotina, e não me preocupar muito com meu eu interno (com meus pertences) porque estarei arrebatada, recebendo todos os estímulos que uma viagem cheia de novidades proporciona. E o que tenho feito (inclusive quando fui ao Rio!): uma peça de cada tipo, de acordo com a temperatura, tudo de cor básica (preta, cinza e marrom), sem estampa. Compenso mesmo é na maior quantidade de roupas íntimas, que ocupam menos espaço. Não ligo se amassar ou mesmo se sujar – em viagem, simplesmente não acho importante.

    No caso do ônibus que você citou, o que faria: não sinto muito frio no ônibus, então levaria um cardigan mais fino para proteger os braços, usaria um vestido mídi ou uma calça fina e molinha para proteger as pernas, que daria para usar no Rio à noite. E colocaria apenas um short jeans e outra camiseta na mala. Não teria a preocupação de amassar – e usaria a roupa do evento já no ônibus caso quisesse que ela não amassasse de jeito nenhum. Quando fui ao Rio, fui de carro, mas a previsão do tempo prometia um frio excepcional (e esfriou, mesmo!), por isso coloquei um cardigan e uma meia-calça (tudo preto) na mala e fui de short jeans e camiseta cinza no carro. Quando cheguei lá, só acrescentei a meia-calça e o cardigan. E alternei a roupa com um vestido, deu supercerto.

    Se deixar, eu vou só com a roupa do corpo e coloco somente roupas íntimas, documentos e um livro na mala. No regrets, sério. E saio arrastando a minimala de rodinhas.

    O seu post encaisou muito para mim quando penso nos horários que planejo, na minha agenda, planejamento de carreira, de vida, e no emocional também. Quantos processos mentais a gente carrega sem hierarquizar? Provavelmente vou passar o dia pensando no que você escreveu porque foi uma ótima sacada, obrigada.

  7. Poli Lopes 23 de fevereiro de 2016
    às 13:40

    Gabi, eu não sigo nenhuma fórmula. mas tenho um facilitador: praticamente todas as minhas blusas/camisetas são pretas ou brancas, só uso shorts jeans, as saias são todas pretas (exceto uma listrada, azul e branco), e tenho duas calças jeans. Então, não tem muito o que inventar. Se tá frio, uso calça + camiseta/blusa (a escolha entre preto e branco depende do meu humor); se tá quente, é short pro dia a dia e saia pra compromissos + blusa. E nos pés, bem… como está quente fico alternando entre 3 sapatos.

  8. Ruth Rodrigues 23 de fevereiro de 2016
    às 14:41

    Nossa, achei muito interessante esse tema do cérebro e as decisões. Nunca tinha ouvido.
    Com respeito as roupas, não sei se conseguiria lidar com o armário capsula, rsrs. Não sei se é pelas opções limitadas ou porq tenho preguiça de tentar

  9. Aline Costa 23 de fevereiro de 2016
    às 15:20

    Eu estou na busca de um armário mais simples no sentido de evitar gastar horas para escolher um look. As vezes eu fico horas escolhendo algo e se nada me agrada eu simplesmente não saio de casa e eu acho que isso é muito ruim, porque algo que era pra ser simples se torna super complicado e ruim me impossibilitando até de sair de casa.
    Está dificil mas acho que isso é normal até alcançarmos nosso objetivo de ter um armário mais condescendente com nossas reais necessidades.

  10. Rebeca Campanha 23 de fevereiro de 2016
    às 18:02

    Isso é uma tendência da atualidade? Porq que, olha, eu ando exatamente assim e foi por isso que cheguei aqui no seu blog. Ando exausta de tomar decisões bobas. Trabalhando o dia todo e tendo um filho que demanda bastante atenção, estou acreditando que preciso dedicar meu tempo ao que importa. E, no momento, escolher a roupa é o que menos importa.
    Bjos!

  11. Divana 24 de fevereiro de 2016
    às 07:11

    Oi Gabi!
    Achei o texto bem interessante e as suas motivações/objetivos também, porque seria muito mais fácil mesmo.
    Eu só vi um probleminha que penso, e nisso olhando pra minha vida: mulher é um bicho complicado, hahaha.
    Por mais que queiramos algo mais tranquilo, rápido, fácil, sempre procuramos nos arrumar de uma maneira legal, que nos deixe valorizada, que nos deixe bem, e muitas vezes estão nos detalhes.
    Escolher uma peça de cima e outra de baixo, tudo bem, mas sempre vamos querer os detalhes, que é o que é interessante…
    Beijos!

  12. camila 24 de fevereiro de 2016
    às 08:09

    estou no mesmo caminho! desde começo do ano passado, quando conheci o TC e comecei a te acompanhar no armário capsula, fui fazendo escolhas mais conscientes em relação ao meu armário. hoje, não ~compro roupas~, apenas troco as que estão mais velhas por peças mais simples e que combinam mais com meu estilo atual, achei que esse método funciona melhor pra mim. atualmente, só uso aquilo em que me reconheço por completo. ~consumir melhor~ me ajudou a me sentir uma pessoa melhor, menos impulsiva e tal. eu acho delicioso me expressar pelo meu estilo, e desde que passei a ter essa curadoria mais cuidadosa do que entra e do que sai do meu armário, senti que fiquei uma pessoa mais confortável comigo mesma. isso refletiu horrores no meu trabalho, que é criativo e estava completamente empacado. o importante mesmo é saber o que vale ou não pra gente. me ~descobri~ nisso de estilo minimalista. hoje me viro com 4 sapatos, duas bolsas e umas 15 peças de roupa. pretendo dar uma revisada em breve nas peças, mas não tem um dia sequer que eu pense “puts, que roupa nada a ver que eu coloquei”. foi uma escolha de vida libertadora :-)

  13. Iracema 24 de fevereiro de 2016
    às 20:35

    Hoje eu li exatamente a este respeito num livro sobre técnicas de estudo para concursos. E o autor ressalta exatamente como gastamos tempo e energia (dois recursos valiosos e finitos) em coisas que não nos levam a lugar algum. Utilizou inclusive a teoria 80/20 para descrever como gastamos a maior parte desses recursos (80% do nosso tempo e energia) em decisões e ações que pouco importam. Tô até impressionada como esse seu texto converge perfeitamente com os últimos capítulos que li hoje. Também é dito que precisamos de pouco pra ser feliz, o que precisamos é ajustar nossas expectativas e percepção da realidade (não preciso nem dizer que nesse ponto ele ganhou meu coração). Apesar de ter o costume de revisar meu armário com frequência confesso que preciso fazer isso agora, principalmente por ter perdido muito peso no ultimo ano e nem tudo vale a pena ser ajustado.

  14. MAju 25 de fevereiro de 2016
    às 01:48

    Demais!! Sou super a favor do mini guarda roupa! Parabéns pelo blog, lindo de ver e gostoso de se ler! Beijao

  15. Chell 26 de fevereiro de 2016
    às 09:40

    Não sabia da história do Mark, mas fiquei chocada =O Faz todo sentido se parar pra analisar e achei bacana =D Eu tenho feito muito isso de não escolher o que vestir e o que me ajuda muito são vestidos. Eles estão alí, parte de cima, parte de baixo, sem nada mais pra pensar, só o “ta frio ou quente” pra saber se a saia é curta ou longa, com isso eu só tenho usado vestidos no verão kkkk

    Acho que pra homens essa coisa de mala é mais fácil, eles só tem camisetas(frio ou calor), bermudas (calor) e calças(frio) . Pelo menos aqui em casa é assim funciona, mas se você chegar nesse nível, eu ia adorar acompanhar porque deve ser demais =D

  16. Mariana Brugger Silva 26 de fevereiro de 2016
    às 12:08

    Eu estou há sete anos viajando muito. Pelo menos duas vezes por mês. O processo de arrumar e desfazer malas se tornou rotineiro a tal ponto que a necessaire não era mais desfeita. Aos poucos fui notando que me vestia melhor ou, mais assertivamente, me sentia melhor com o que vestia nas viagens do que em minha cidade. Era uma mala, uma mala certeira, bem pensada com uma base básica e alguns elementos mais criativos pra trazer vida ou colorido às roupas. Foi assim que meu armário se reduziu drasticamente… minha rotina me mostrou o que não fazia mais sentido.

  17. Carol kazaar 26 de fevereiro de 2016
    às 14:22

    Eu também preciso aprender um pouco mais sobre isso, eu fico muito confusa em relação ás roupas, cada dia é uma escolha nova e isso realmente vai me desgastando. Eu estou experimentando também o armário cápsula, ele já está me ajudando um pouco, mas tem hora que pensando fica mais difícil do que pegar a peça simplesmente e vestir. Ás vezes devemos pegar sem pensar e aproveitar o dia com aquilo que escolhemos para nós mesmas e não ligar para o que os outros poderão pensar, somos livres, fazemos as escolhas para nos beneficiar, acho que isso ajuda cada uma de nós.

  18. Letícia 27 de fevereiro de 2016
    às 00:28

    Que interessante isso. Nunca imaginei que pequenas decisões tivessem tanto peso em nosso dia a dia. Vou prestar mais atenção as minhas.
    Abraço, Gabi.

  19. Rhu Pereira 27 de fevereiro de 2016
    às 14:19

    Eu lembro desse história do Mark, na época eu achei meio bizarro. Mas hoje em dia, tenho buscando desacelerar um pouco e ter um guarda roupa minimalista. Já percebeu o quanto me cansa abrir o armário e “não achar nada pra vesti”. O teu texto de hoje fez todo sentido do pra mim e me deu até um gás pra coisas que preciso mudar!

  20. BA MORETTI 29 de fevereiro de 2016
    às 13:25

    e como ter que decidir sobre tudo consome a gente né? caramba.

    apesar de sentir ser mais tipo o douglas na hora de fazer uma mala/mochila, eu consigo visualizar parte desse teu sofrimento olhando a crespa se arrumar. quando não me falta paciência (as vezes acontece né), me bate uma aflição ver ela sofrendo tanto pra escolher que roupa ir trabalhar-sair-whatever. é um troço que, sem sombra de dúvidas, consome ela deeeeemais. e o mais difícil é aprender a não se deixar consumir, né non?

  21. Mari 29 de fevereiro de 2016
    às 19:03

    Perfeito o post, sinto o mesmo por aqui! Bacana saber que perder tempo com certas decisões pode interferir no nosso rendimento diário… Também curti descobrir esse grupo armário-cápsula. Ah, vc já leu o livro da Marie Kondo sobre arrumação? Vai te ajudar a focar nas peças de roupa que vc realmente gosta e precisa. Escrevi sobre ele no meu blog, se quiser dá uma olhada! ;) beijo

  22. Aline Alves Aragão 2 de março de 2016
    às 17:09

    Amo a idéia do armário cápsula e ainda estou no processo de me descobrir e ver o que eu realmente amo usar, qual o meu estilo, etc. Mas é nesse nível aí que quero chegar também! :)
    Só não estou me estressando com isso. Estou indo a passos lentos. Olho pro meu guarda-roupas hoje e penso: MEU DEUS! Como uma pessoa pode gostar de tantas coisas diferentes!?!?!?!
    Então estou curtindo o processo de me descobrir etc e tal…

  23. jessyca vieira 1 de abril de 2016
    às 15:12

    Cara, amei seu blog! É isso. Simples assim… Amei o jeito que você “conversa” com quem lê seu Blog. <3

  24. - Favoritos da Semana #5