Sorteio: Cellophane

Sorteio: Cellophane

Quando uma das lojas mais legais dessa internet me procurou, eu não poderia ficar mais feliz! Sempre fui fã da Cellophane e, inclusive, já falei dela duas vezes aqui no blog (link + link). Por isso, hoje o sorteio é mais que especial! Uma sortuda irá ganhar não um, mas dois colares super fofos escolhidos por mim: o de poltrona e o de sapatilha de ballet.

Sorteio: Cellophane

Para participar:

  • Curtir a página no Facebook da Cellophane;
  • Curtir a página no Facebook do Teoria;
  • Preencher corretamente o formulário abaixo.

Precisa fazer tudo direitinho, hein? Vocês podem participar até dia 5 de março! No dia 6, irei divulgar a vencedora (ou o vencedor!) do sorteio aqui nesse post e pelo Facebook, além de entrar em contato por e-mail. Estão vendo? Eu viajo, mas não esqueço de vocês, hahah. Boa sorte para todo mundo! :D

Sorteio: Cellophane

Dois programas típicos para se fazer em Portugal

Dois programas típicos para se fazer em Portugal

Apareci, finalmente! Depois de tanto tempo sem dar notícias, volto com dicas que vão dar água na boca. Se está no seu almoço, prepare-se. Se há algo de mais interessante nesse país, com certeza é a culinária. Portugal tem os doces mais gostosos do mundo inteiro e ainda uma especialidade com peixes que me deixa inquieta. Principalmente o tão conhecido bacalhau.

Só me senti verdadeiramente parte de Lisboa anteontem, quando jantei um belo de um bacalhau nadando no azeite quente com especiarias. Ô trem bão, sô! Eu, minha mãe e dois amigos fomos, por uma indicação, ao restaurante Laurentina – O Rei do Bacalhau. Só o couvert já é farto: fatias de pães, queijo, azeitonas e bolinhos de bacalhau (e só por 0,95 centimos!). Na hora de escolhermos, pedimos três pratos: o Bacalhau à Brás, o Bacalhau com Natas e Espinafre e Bacalhau Lascado Especial – os três por sugestão do garçom.

Dois programas típicos para se fazer em Portugal

Ficou com fome? :9

A foto que tirei acima é do Bacalhau Lascado Especial com o Bacalhau à Brás, que vem parecendo um “risoto”. Para quatro pessoas, deu certinho e até sobrou um pouco – afinal, eu me empanturrei com o couvert, hahah. Mas adorei o sabor do bacalhau, o tempero, os acompanhamentos… tudo! Estávamos com fome e saímos satisfeitos e felizes. Os pratos valem muito a pena, e um só consegue servir duas pessoas. Aqui vocês podem ver o cardápio e os preços. Recomendo!

A segunda experiência também é gastronômica e é maravilhosa se você vai passar um tempinho a mais aqui em Lisboa. Vá a Belém. Belém é um bairro em Lisboa um pouco mais afastado, que não se consegue chegar de metrô, mas dá para chegar de trem. É só ir para a estação Cais do Sodré de metrô e pegar um trem ali mesmo, com uma passagem de 1,75 euros. Os trens saem frequentemente, há um painelzinho onde consegue-se ver o horário e as paradas. É importante ver se ele para em Belém, senão você passa direto do seu ponto! :P

Dois programas típicos para se fazer em Portugal

Fotos de Belém: Mosteiro dos Jerónimos, Padrão do Descobrimento, Torre de Belém e os famosos pastéis!

Minha dica principal na cidade é ir à Fábrica dos Pastéis de Belém. É uma espécie de cafeteria, que vive cheia. Você tem a opção de pedir para levar (você fica em pé numa fila) ou entrar no lugar e sentar calmamente. Às vezes, é preciso esperar bastante, mas nós demos sorte – acho que porque estamos no inverno, no verão, deve ser impossível conseguir lugar -, conseguimos  pegar a mesa de um casal que estava saindo. O lugar é simplesmente o melhor lugar do mundo para se comer os pastéis de Belém – não é à toa, né? Eles que perpetuaram a receita por aí e deram essa fama ao doce.

É só colocar um pouquinho de canela em cima e pronto. Você se apaixona e fica escravo daquele lugar para sempre. Nunca mais quer comer pastel em outra freguesia. Na verdade, em outros locais de Portugal, ele é chamado de pastel de nata e não de Belém – só os do bairro podem ser chamados assim e os vendedores ficam irritados se você erra o nome, hahah. Bom, comer bacalhau em Portugal é de praxe, mas experimentar os verdadeiros pastéis de Belém no lugar onde foram criados não tem preço!

Essas foram duas das experiências mais incríveis que tive aqui na terrinha. Quero voltar para contar mais coisas a vocês, principalmente em relação aos diferentes costumes. Me aguardem! :)

Filme: Os Miseráveis

Atendendo a pedidos, vou me aventurar e tentar falar alguma coisa sobre cinema – me desculpem se sair alguma bobagem!

Filme: Os Miseráveis

Bom, para começar, é importante dizer que não gosto e nunca gostei de musicais. De todos os estilos cinematográficos, esse foi sempre o que menos me atraía. O fato de que, em algum momento da trama em desenvolvimento, alguns personagens destacam-se e começam a cantar, interrompendo a linearidade dos acontecimentos sempre me incomodou muito. No meio de uma cena, para-se tudo e um número musical começa – para mim, isso é uma quebra narrativa que tira a profundidade da própria trama. É inegável que há musicais legais, com músicas legais, mas, como gênero, costumo me manter afastado.

Para que fazer esse libelo em desfavor dos musicais? É que acabei pagando a língua!

Os Miseráveis, com direção de Tom Hooper me surpreendeu bastante. Mas o que me surpreendeu foi a sua aproximação à ópera – não é musical e sim uma ópera, que me lembrou muito de Verdi.

Filme: Os Miseráveis

O filme não é muito fiel ao livro, não traz todo o drama e redenção – ou melhor, não explora, como o livro explorou. Temos que nos lembrar que é uma adaptação de uma obra monumental para outra mídia e que o resultado foi realmente surpreendente. Anne Hathaway fez um trabalho belíssimo e que levou muitas pessoas ao meu lado às lágrimas quando cantou I dreamed a Dream, o réquiem de seu personagem.

Fazer uma sinopse do filme ou do livro, a essa altura do campeonato, é ser repetitivo e redundante, afinal trata-se de um clássico e por isso, sim, você tem a OBRIGAÇÃO de conhecer (se não o livro, pelo menos o filme). Trata-se da odisseia de Jean Valjean, interpretado por Hugh Jackman, um homem miserável que é preso por roubar comida para dar a seu sobrinho e irmã, que morriam de fome. Por seu crime, Valjean é condenado à prisão nas galés. Era uma espécie de escravo do estado – um escravo da lei; que cumpria sua pena com trabalhos forçados em portos e docas francesas (os franceses são muito criativos na hora de criar penas! – e não estou sendo sarcástico).

Nas galés, ele é constantemente perseguido por uma guarda de prisão, seu nêmeses, Javert (vivido por Russerl Crowe); que via nos olhos de Valjean, uma maldade inata, um pendor para o mal e para o desrespeito à lei – isso, nós vemos na primeira música do filme, bastante épica, tanto que chega a lembrar um pouco as óperas de Wagner (ponto para o filme). O filme desenvolve pouco o nascimento do ódio de Javert por Valjean, mas cria a tensão necessária para se configurar o antagonismo. Javert persegue Valjean por toda a vida como um sabujo.

Após diversas tentativas de fugas e desobediências (o que não é mostrado na primeira sequência do filme) Valjean é liberto – passou 20 anos na prisão e foi reduzido a um animal. A sua decrepitude é relatada de forma exasperante por Vitor Hugo, mas o filme não desenvolve tanto (ponto para Hugo). Ele torna-se um homem maldito, marcado para sempre com o estigma de já ter estado nas galés e isso o afasta da humanidade até conhecer a sua salvação nos Alpes franceses, o Bispo Myriel. Este salva Valjean e o recoloca no mundo dos homens. Particularmente, não gostei muito da música desse trecho.

Reencontrado com o mundo, Valjean, agora com nova vida e novo nome, torna-se chefe de fábrica e, posteriormente, prefeito de uma pequena cidadezinha perto do canal da mancha. Um bom prefeito! Lá conhece Fantine (Anne Hathaway), já em seus derradeiros momentos. Ela havia sido uma mulher muito bonita e virtuosa que, ao se apaixonar por um homem e ter uma filha com ele, vê-se abandonada à própria sorte.

Filme: Os Miseráveis

Fantine trabalhava para pagar os Thénardier (interpretados por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen), estalajadeiros pouco escrupulosos que cuidavam de Cosette, sua filha. Fantine, tempo depois, perde seu emprego por causa da inveja de suas colegas e pela frustração de um mestre de fábrica que havia tentado seduzi-la. Sem emprego, vende seus cabelos, depois os dentes (todos e não só um, como retratado no filme) e depois a si mesma e a seu corpo. A virtude a faz se transformar em prostituta. Esse trecho do livro é muito marcante e um pouco exasperante. Que mulher sofrida! Nesse ponto, o filme acertou muito – a caracterização e as músicas ficaram ótimas; talvez um dos pontos altos do filme.

Não quero entrar muito na história, pois senão acabo contado trecho por trecho do livro e do filme, que tem umas 3 horas de duração. Só saiba que, Valjean é desmascarado como um egresso das galés e redescoberto por Javert (a cena de luta deles é muito boa) e, perseguido, ele vai em busca de Cosette e a resgata das garras dos Thénardier e a cria como filha em Paris, em plena onda revolucionária da primavera dos povos de 1830. Lá, já adolescente, Cosette apaixona-se por um jovem revolucionário, chamado Marius, que é salvo da morte certa em uma barricada (a última a resistir na revolta mal sucedida) por Valjean, que descobre o amor de sua “filha” por ele.

Filme: Os Miseráveis

Nesse ponto, quero ressaltar que o trecho da revolução e da fuga de Valjean com Marius pelos esgotos de Paris foi o que mais marcou o garoto de 14 anos que leu o livro anos atrás. A fuga pelos esgotos é incrível e descrita com precisão de detalhes; quase chegamos a sentir o cheiro fétido, as coisas amorfas rastejando ao redor, os barulhos. É uma parte exasperante e que impressiona muito, mas que foi pouco explorada no filme, o que me decepcionou profundamente.

Enquanto Valjean arrastava Marius ferido, quase morto, o som da batalha ribombava pelas galerias de esgotos; o sangue escorria das paredes e os gritos dos feridos na luta travada bem em cima de suas cabeças enchem uma profusão de páginas.

Filme: Os Miseráveis

Bom, espero não ter me alongado nessa descrição. O importante, é que é um bom filme e cumpre a sua função: diverte (ou seria, emociona?). Em uma escala de 0 a 5, ele ganharia 4.

Primeiro, não é tão fiel à atmosfera do livro e nem à trama histórica que se desenvolve a todo tempo (Hugo usa o livro para retratar a sociedade francesa do final da Revolução, da restauração da monarquia e das ondas revolucionárias de 1830), não desenvolve muito os personagens (mas não vejo como isso seria possível, mesmo por se tratar de um filme essencialmente cantado) e apresenta certos personagens de forma bem caricatural.

Gostei muito das músicas. São, como já disse, bem operísticas e encantam os ouvidos. Em sua maioria, não são originais e sim egressas do musical da Broadway de que o filme é fruto.

Leve alguns lenços de papel se for uma senhorita, pipoca e aproveite bem a cadeira do cinema!