Categorias: Cotidiano Estilo

Quem tem medo de roupas básicas?

roupas-basicas

Eu fui uma dessas pessoas que tinha medo de roupas básicas. Por incrível que pareça, eu achava que me sentia mais segura com coisas estampadas, com profusões de acessórios, calças e sapatos com detalhes. É engraçado pensar que a gente pode se esconder sob uma composição cheia de informação, né? E era por isso que eu nunca, jamais, em hipótese alguma, saía só de camiseta preta, calça jeans e tênis. Era pouco. Achava sempre que faltava alguma coisa ou que eu estava sem graça demais para sair daquele jeito. “O quê? Sair assim? Não mesmo” era o que provavelmente diria.

E aí ter que se virar com peças básicas virou um desafio. Um desafio interno, claro, porque a mudança não vem de fora. Eu me propus a passar por isso no armário-cápsula, a me aceitar do jeito que sou. Vejam bem – não é me obrigar a não usar estampas, ou desistir de cores, maquiagem e acessórios. Eu sempre me achei meio sem graça, mais um rosto comum na multidão. Então, precisava de algo para me destacar. O que não percebia é que estava apenas tentando esconder meus sentimentos em relação a isso. O meu desafio foi perceber que eu não preciso de certas coisas para me sentir bonita.

Existe uma diferença enorme entre nos vestirmos por nós mesmas (“eu quero muito usar essa roupa maravilhosa hoje”) e nos vestirmos com receio do que os outros vão pensar (“nossa, mas se eu sair assim vou ficar com cara de cansada”) – e eu basicamente me preocupava com que achariam de mim ao me ver tão simples, tão “sem sal”. Vocês já se sentiram assim?

Fazer um esforço e me contentar com a beleza da naturalidade das coisas foi algo que construí com o tempo e me deu um outro olhar sobre mim mesma. Eu não deveria precisar de distrações para me achar bonita ou me sentir segura. Afinal, se estiver feliz na minha própria pele, qualquer coisa que irá aparecer a partir disso, é só um toque a mais.

frase-gail-dines

Todos os dias nos criticamos, nos colocamos para baixo, nos menosprezamos. Mas, poxa, não deveríamos nos sentir tão mal por não estarmos na nossa “melhor forma”. Não deveríamos nos sentir mal por não querermos passar maquiagem ou sair de casa com uma roupa qualquer. E é impressionante o quanto a falta de autoestima não se limita apenas à questão da aparência. Ela se embrenha também pela sua vida profissional e afetiva e consegue atrapalhar tudo aí no meio.

A gente passa a não se sentir tão valiosa assim e concordamos que podemos receber menos do que realmente merecemos (acho que já vi uma frase assim em algum lugar). Em contrapartida, a exigência sobre nós mesmas continua bem grande, do mesmo jeito que fomos ensinadas desde o nascimento. Por isso é que, a meu ver, contestar tudo isso é uma forma de luta. O questionamento dos fatos já é um jeito de percebermos o problema e ganharmos forças para combatê-lo.

Acho que me vestir com roupas básicas, mesmo eu não me sentindo confortável com aquilo, foi uma forma de ver o meu eu verdadeiramente – começar a ter orgulho do que via no espelho e sair sem medo. É muito difícil nos aceitarmos do jeito que somos e sermos carinhosas conosco. Mas é preciso partir de algum ponto e questionar tudo o que nos deixa insegura. Porque, de uma forma ou de outra, vestimos máscaras para encararmos a realidade. E às vezes elas ficam tão entranhadas na gente que nem sequer percebemos que são máscaras. Então, precisamos reconhecê-las para poder retirá-las e para começarmos o processo de aceitação.

Eu sempre digo que roupas não são só roupas. Elas são uma linguagem complexa, como os nossos sentimentos. E ir despindo uma por uma também é um jeito de nos conhecermos mais, de cavarmos bem lá no fundo dos nossos corações e descobrirmos o que nos levou até ali.

Já estava querendo falar sobre isso há um tempo, desde que comecei o armário-cápsula, mas nunca conseguia parar e escrever sobre. Queria muito saber o que vocês acham disso também, claro. Os comentários de vocês sempre são lidos com o maior carinho por mim. :)

Comente aqui

41 comentários

  1. Carolina Carvalho 26 de janeiro de 2016
    às 10:18

    Que post lindo, Gabi! Eu também já fui muito insegura por me vestir simples demais, mas depois de um tempo percebi que meu conforto vale muito mais do que a opinião dos outros. E essa aceitação passou a influenciar meu comportamento, me sinto mais segura e até menos tímida. Estou começando o armário cápsula (que descobri através do seu blog <3) e só então percebi o quanto minimalismo é tudo na minha vida. :)

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 11:40

      Obrigada, Carolina! Boa sorte com o seu armário!

  2. Rafaela 26 de janeiro de 2016
    às 10:19

    Oi Gabi!

    Primeira vez que dou as caras aqui no seu blog. Tenho que dizer que eu A M E I os looks do seu armário-capsula! Eu também sou basicona mas sempre acabo vestindo alguma coisa que não me agrada por pensar justamente nisso “o que os outros vão pensar se eu sair na rua vestindo isso?”, e bem, você tem servido de inspiração e exemplo pra mim, para mostrar que dá pra ser básico e lindinho ao mesmo tempo! Amei achar o seu blog! E continue com os armários -capsula

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 11:41

      Muito obrigada, Rafaela! Seja bem-vinda!

  3. Alicita 26 de janeiro de 2016
    às 10:31

    ai, gabi. cê é tão maravilhosa, com um blog maravilhoso que eu nem sei o que dizer! me emocionei com seu post de aniversário (parabéns atrasado, by the way) e adorei essa reflexão sobre moda e pessoas e auto estima. acho que a sua experiencia com o armario capsula te mudou e serviu pra muita gente ver como que ser menos é muito muito mais! nada melhor do que se sentir bem pras coisas ficarem bonitas de verdade. seu estilo básico com uma pegada diferente (sempre tem um item) me inspira bastante! beijos e espero que ja esteja 100% do pós-sisos.

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 11:41

      Affff, você que é maravilhosa, Alicita! <3 <3 <3 A recuperação dos sisos já tá 100%, ainda bem, hahah! :D

  4. Ana Claudia 26 de janeiro de 2016
    às 10:55

    Oi Gabi! Eu amei o texto.
    Eu concordo muito com você quando diz que roupas não são só roupas.
    Eu sempre tive fases, mas há um tempo atrás eu entrei em uma fase de cinza terrível e fiz o inverso de você, sai do mega ultra power básico para o que me faz confortável hoje. E para isso precisei de um super trabalho de confiança.
    Porque eu, na real, usava o básico para me esconder. Eu tava sempre de jeans e camiseta, hoje eu amo o verão, porque posso abusar dos vestidos.
    E é isso, roupa é uma expressão dos nossos sentimentos, e de como estamos enfrentando os momentos da vida, e cada um se expressa e se mostra de maneira diferente.
    Hoje eu tenho um equilíbrio maior entre o básico e o cheguei, mas foi questão de amadurecimento e de me sentir bem comigo mesma.
    E é isso, a gente só aprende essas coisas vivendo, testando e experimentando. Assim como você fez, e todo mundo deveria fazer também!
    :)

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 11:45

      A gente sempre tem maneiras diferentes de nos escondermos, né? Mas acho que faz parte da vida, e acho que temos que buscar sermos o mais “nós mesmas” possível. Seja básica ou seja ~diferentona~, haha.

  5. Mayara Fernandes 26 de janeiro de 2016
    às 11:42

    que texto lindo!
    tenho exercitado isso na minha vida.
    nao aderi ao armario capsula, mas tenho eliminado excessos constantemente.
    um dos excessos que quero elimitar totalmente ate o final do ano é maquiagem.
    nao quero mais usar, ser dependente, só sair de casa maquiada.
    o problema é que minha pele é acnéica :( tenho muitas espinhas e marquinhas, então a maquiagem me dá aquela sensação de segurança. sem ela me sinto exposta, sabe?
    tenho tentado aos poucos ir cortando, usando apenas um protetor com cor, um batom levinho… me livrar da obrigação de estar perfeita, de estar sempre totalmente ”mascarada”, isso nao me faz feliz.
    mas é um processo dificil, especificamente as mulheres sofrem muitas cobranças por estarem sempre perfeitas.
    trabalho com atendimento ao cliente e preciso estar apresentavel diariamente, entao é uma questao delicada pra mim.
    mas tenho tentado me aceitar mais como sou, e menos como os outros esperam que eu seja.

    vamos em frente!
    mil beijos e feliz 2016.

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 11:53

      Obrigada, Mayara! :) É bem verdade, a sociedade criou na gente essa necessidade de ser dependente, infelizmente. E as pessoas “esperam” isso de nós, o que é pior. Espero que você consiga encontrar um equilíbrio que te faça feliz. :)

  6. Paty 26 de janeiro de 2016
    às 12:02

    Depois que comecei a aplicar o conceito do armário-cápsula na minha vida, eu me descobri outra pessoa! Eu queria estar na moda, sabe? Queria ser bacana e usar saltos e blusas lindas e vestidos coloridinhos e mimimi. Nada contra quem usa, claro, porque acho uma graça, mas eu percebi que essa não sou eu! Fui observar as roupas que mais uso e, no fim das contas, as roupas básicas estavam ali no dia-a-dia e o restante ficava só ocupando espaço. Percebi que 100% das roupas que eu mais amava usar eram básicas (calça jeans ou legging, regata ou camiseta) e nas cores branco/preto/cinza/caramelo e eu aceitei isso. Aceitei que sou assim, que gosto do básico, que gosto do minimalismo e que usar roupas estampadas e esvoaçantes, saltos, brincos e colares enormes e coloridos não é pra mim. Às vezes uso um vestido estampado, mas sempre são o mais simples possível. E é ok. Eu entendo isso hoje. Hoje, eu gosto de ser básica :].

    Acho que esse conceito do armário-cápsula ajudou muitas de nós a perceber que, como você citou, não precisamos de certas coisas para nos sentir bonita. Eu me sinto bonito quando sou eu mesma, quando mostro a minha essência, e ela é essa, as minhas roupas são um espelho de mim e eu realmente gosto de tudo bem básico. Foi um desafio no início, mas também foi uma descoberta bem gostosa.

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 11:56

      Aí que tá, Paty! A gente fica tentando tanto ser como outras pessoas e nem percebe direito o que realmente nos faz feliz e nos deixa confortáveis. Sou desse jeitinho também, muito mais afeita aos básicos. E tá tudo bem! :) Que bom que o armário-cápsula possibilitou essa descoberta para a gente, né?

  7. VANESSA BRUNT 26 de janeiro de 2016
    às 12:22

    Que post xodó! Vontade de salvar pra sempre nos favoritos. Eu sempre AMEI o estilo basicão, porque sempre achei nele as peças que melhor modelavam me corpo como gosto. O principal é o conforto e o bem-estar de como a peça “caiu em você”, o resto, a marca, a modinha, não é válida quando não traz a segurança de saber que realçou o que gostaria, que está com uma roupa ou peça que não está “dando nervoso”.

    http://WWW.SEMQUASES.COM

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 11:59

      Obrigada, Vanessa! <3 <3 <3

  8. Gabrih 26 de janeiro de 2016
    às 12:53

    Roupas básicas tem sido meu segundo nome hahahahah. To vivendo nessa fase e amando!
    Bjo
    https://marinadobairro.wordpress.com/

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 12:00

      Também, Gabrih! :D

  9. Bárbara Bastos 26 de janeiro de 2016
    às 13:57

    Que texto lindo, Gabi!

    Estava conversando outro dia com minha sogra sobre algo parecido, sabe? “É engraçado pensar que a gente pode se esconder sob uma composição cheia de informação, né?” Bom, a gente estava conversando sobre como determinadas vestimentas carregam algo de IMPESSOAL. Por exemplo, se você vê gente usando chapéu, vestimentas de outra época ou de outras culturas, como uma túnica… bom, a impressão que eu tenho é que transmite impessoalidade. Sabe quando um cara tem o cabelão comprido e corta – e você vê o rosto dele? E aí você se depara com a singularidade dele? Porque, enquanto ele tinha o cabelón comprido, era um cabelo parecido com o de muitos e emoldurava o rosto… a partir do momento que corta, somos obrigados a confrontar o rosto dele, com toda a sua individualidade. Isso vale para mulheres também, claro. Vale demais, né? :D
    Ou aquelas roupas ajustadinhas da primeira metade do século XX? Cabelos mega-assentados, colarinho, impecabilidade, luvas, chapéus, bengalas… quanto mais carregado/formal o visual, mais impessoal a pessoa fica. E acho que isso encaixa com o que você disse sobre se esconder e agora, nessa nova fase, se despir.

    Tem muita gente usando óculos gigantes de massa que escondem metade da cara – conheço muita gente que, quando tira esses óculos, fica IRRECONHECÍVEL. De óculos, todos ficam semelhantes. Sem óculos, as diferenças entre os rostos aparece. Por isso, acho que entendo o que você quer dizer – faz sentido?

    Se você coloca, sei lá, óculos gigantes, boina francesa, echarpe, um batom vibrante e um copinho do Starbucks na mão, acho que fica muito mais impessoal e cinematográfico do que você, cabelinho preso num coque podrinho, regata, cara lavada, coando um café… hahaha

    Acho que é um caminho de individualização – não é bom e nem ruim, só é individualizado. Porque você passa a responder a você mesma, e não a outro – você deixa de se preocupar com o que não possui/é, você foca em quem você é – ou, como gosto de falar, você foca “em quem você ESTÁ”.

    No meu caso, eu sempre achei que roupas fossem só roupas e foi muito difícil para mim romper com isso – sinceramente, escolher roupa era, para mim, uma firula que nunca foi importante. Sempre fui extremamente básica, e acho até que usei esse artifício para me ignorar, me esconder.. Verdade seja dita, ainda tenho um estilo bem descomplicado e sou avessa ao trendy – mas hoje gosto de moda e escolho com carinho o “básico” que uso. Hoje entendo as roupas como uma forma complexa de expressão, como uma parte interessante e ampla de nossa cultura. E ela traduz muito do nosso estado.

    Acho que me identifico com seu processo, apesar de funcionar de outra forma – antes, não tinha estilo (até porque sempre usei muita roupa de segunda mão, Weasley feelings hahaha) e nem era importante, já que não tinha condições para adquirir algo meu (nem em brechós), e nunca tivemos, em casa, essa cultura de gostar de roupas. Hoje, me divirto montando meu guarda-roupa. Até usei aquele planner do Unfancy que você traduziu, sabe? E me descobri, consegui mentalizar a pessoa que sou, como me visto – meio que me localizei no tempo e no espaço e hoje me sinto mais “assentada”. E isso é ótimo.

    Beijão! :D

    1. Gabi Barbosa 26 de janeiro de 2016
      às 14:38

      Acho que eu não cheguei a falar isso com você, mas sempre que vejo um comentário seu, surge um sorriso no rosto. :) Por isso, muito obrigada por sempre ler com tanta atenção os posts que eu faço e responder de um jeito tão carinhoso.

      Bom, vamos lá! Acho que há várias maneiras de nos escondermos do mundo. Seja com roupas mais espalhafatosas ou com roupas básicas. O jeito como nos vestimos diz mais sobre nós mesmos do que acreditamos, e até para racionalizarmos as escolhas que fazemos não é simples. E qualquer racionalização é complicada, porque nós estamos inseridas num contexto social que reforça certos comportamentos, então, acho que não dá para saber 100% dos nossos gostos reais. Até porque mesmo os nossos gostos são uma construção social. Mas esse processo de autoconhecimento e autoaceitação dura uma vida toda, não só no quesito “roupas”, né? E talvez essa reflexão constante sobre quem somos seja uma das partes mais legais de sermos humanos. Estamos sempre mudando, buscando, descobrindo e tentando ser melhor do que o dia anterior. Enfim… Ainda vai dar muito pano pra manga esse assunto, haha. :)

      Beijão!

      1. Bárbara Bastos 2 de fevereiro de 2016
        às 22:12

        Ô, gente! Que emoção! <3

        Voltei só para enfatizar que concordo absolutamente com esta parte, que realmente precisa de ênfase:

        "Até porque mesmo os nossos gostos são uma construção social. Mas esse processo de autoconhecimento e autoaceitação dura uma vida toda, não só no quesito 'roupas', né? E talvez essa reflexão constante sobre quem somos seja uma das partes mais legais de sermos humanos."

        Achei importante!

  10. Nati grazziotin 26 de janeiro de 2016
    às 14:37

    Desde pequinininha sempre fui do menos é mais. Morria de medo de parecer perua, minha mãe sempre me dizia: “filha, coloca um brinco maior, um colar aqui ficaria tão legal”… Mas eu sempre fui daquelas que me olhava no espelho antes de sair de casa e tirava alguma coisa.
    Quando comecei a gostar de moda e trabalhar com isso, achei que teria que mudar, que teria que “ousar” mais, que ser básica não era bem visto nesse meio. E depois de muita análise, hoje percebo que não posso mudar quem eu sou, e que ser básica vem de encontro a algo mais profundo, que é a minha essência. E que bom que é me vestir de eu mesma! Adorei o texto :)

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 12:01

      Obrigada, Nati! A essência a gente não consegue mudar mesmo. E que bom que você percebeu isso! :)

  11. Gabriela 26 de janeiro de 2016
    às 15:02

    Adorei o post! Sou adepta das roupas básicas, mas maquiagem realmente é meu problema. Estou treinando passar menos produtos todos os dias e me sentir confortável mesmo assim. http://www.alemdolookdodia.com

  12. Laura Nolasco 26 de janeiro de 2016
    às 15:21

    Muito legal o texto e é impressionante ver o quanto isso é algo pessoal, porque eu fiz(estou fazendo) justamente o caminho contrario e tem tido mais ou menos o mesmo significado pra mim. Cresci numa família de roupas básicas, e de certa forma ainda amo, mas também sempre foi uma forma de passar desapercebida. Era tipo “Nossa, aquele colar de fulana é maravilhoso, mas não é pra mim”… Como se se eu usasse algo – um acessório, um batom- além da minha calça jeans, blusa branca e all star tradicional TOO MUNDO fosse olhar pra mim, e chamar atenção era o fim do mundo; a intenção era ser invisível mesmo, um rosto na multidão. E agora estou me descobrindo na minha paixão por anéis, colares e batom vermelho. Não é como se eu tivesse que usar sempre, mas é tipo “Ei, eu posso usar isso e não tem problema nenhum. Eu não preciso me esconder!”… Legal ver essas diferenças, né?
    Beijos!

  13. Isabele 26 de janeiro de 2016
    às 15:50

    Gabi, li seu texto e parei para pensar: de uns anos pra cá (desde o final da adolescência- tenho 21) eu passei a AMAR roupas básicas. Eu visto roupas básicas todos os dias, praticamente um uniforme… e se deixar, nas outras ocasiões também kkk
    Mas nem sempre foi assim; na minha adolescência eu adorava coisinhas fofas, maquiagens coloridas e fortes, acessórios chamativos: hoje vejo as fotos e penso: que diabos eu estava pensando??
    Acho que essa mudança é completamente aliada à maturidade, ao autoconhecimento. Antes eu me achava horrorosa, que ninguém ia gostar de mim pois eu era ridícula (na minha mente), e isso refletia em como eu achava que teria que ficar para parecer bonita para as outras pessoas. Hoje eu saio de calça preta e camiseta cinza, sem maquiagem e coque e me acho linda. E as pessoas percebem isso… Meu estilo mudou completamente desde então, tenho aversão a muitos acessórios, a maquiagem pesada, a cabelos milimetricamente bem feitos, apesar de achar muito lindo em outras mulheres, me sinto fantasiada se usar!

    Amo seu blog, e tô adorando esta frequência de posts, passo por aqui todos os dias! Um abraço!

  14. Maki 26 de janeiro de 2016
    às 16:19

    Caramba, Gabi, rola uma transmissão de pensamento. Desde que virou o ano eu tenho pensado demais nisso, justamente porque estou fazendo todo um tratamento para melhor o meu autoconceito e o que eu penso de mim. E as roupas, claro, entram muito nisso. A gente tem mania de achar que não merece as coisas, sabe? Eu sofri DEMAIS com isso (e ainda sofro, mas entra o meu treinamento aí). Mas sempre acreditei nisso: que a moda é uma forma de expressão.

  15. cYNTHIA 26 de janeiro de 2016
    às 19:58

    Eu sempre fui discreta, então acho que a ideia de ter um estilo mais simples anda e andou comigo a vida toda. Foi isso que me inspirou a criar um blog, quando a gente se ama não há roupa ou maquiagem que mude isso! :D

  16. Isa 26 de janeiro de 2016
    às 22:07

    Comigo foi assim, mas ao contrário (lol): eu passei a pré-adolescência/adolescência usando roupa básica (blusa neutra da hering+jeans qualquer que a mãe comprava pra mim+all star de sempre) por medo de usar algo ~fora do quadrado~, e também a minha mãe ficava AI NOSSA caso eu quisesse alguma roupa mais ~de cor~. A partir do que comecei a trabalhar, eu descobri o estilo (gosto muito de moda japonesa, então tento adaptar pra nossa realidade+neutralidade) e, de brinde, eu nunca fui TÃO eu quanto no período que comecei a pintar o cabelo de colorido, algo que eu ficava idealizando, mas não fazia porque ~ai magina eu na faculdade~. Toquei um fodaC em 2014 e passei um ano e meio de cabelo roxo/rosa e posso dizer tranquilo: nunca antes me senti tão apaixonada por mim mesma <3 aprendi a ME pôr em primeiro lugar :3

  17. Roberta 26 de janeiro de 2016
    às 23:02

    Gabi, que post lindo! Eu sinto muito essa insegurança. Sou louca por batons coloridos, por exemplo, e sempre que não estou muito no clima acabo me “obrigando” a usar, para não parecer que estou abatida, triste etc. Acho que o mesmo se aplica para roupa….

    Beijo!

  18. Layana 27 de janeiro de 2016
    às 08:58

    Ei Gabi,

    gostei muito do texto e me identifiquei bastante. ná época da adolescência eu sempre queria usar vários acessórios da moda e roupas ‘descoladas’. Aí, o tempo foi passando e eu aprendi a valorizar meu corpo e não minhas roupas.

    Hoje, eu sou super básica no dia a dia. Ando de tênis e mochila pra cima e pra baixo, mas não me deixo de sentir bonita, incrível!
    afinal, pra quem eu estou me arrumando mesmo? Isso mesmo, pra mim e não para os julgadores de plantão rs
    Até a minha mãe fala comigo: “vc precisa ir trabalhar mais chique, porque lá é uma empresa grande, conhecida e bla bla bla”
    Não mãe! eu não tenho (a empresa não obriga nada quanto a uniforme). eu posso usar o que eu quiser e me sentir linda!
    É lógico que há dias que sair sem um batonzão é pedir pra passar o dia na depre. ou esquecer o relógio, parece que estou pelada..
    eu aprendi cedo até (22 anos) que não preciso que me aceitem pela roupa que eu visto e que ningupem é melhor do que eu por usar a roupa da moda (aliás, acho todas ao meu redor da minha idade umas fúteis!)
    o que me deixa pirada são as conversas nessas rodinhas de garotas da moda: só se fala disso! ninguém comenta o livro que leu, a trilha que fez, o projeto que participou, um filme, seriado.. nada! hoje é tudo muito roupa, glamour e foto (pra mostrar tudo).

    parabéns por entrar nessa vibe basicona, mas se vc se sentir bem usando vários acessórios, use tbm! desde que seja genuíno.

    Um beijo e vou comentar agora no blog com frequência rsr
    sempre visito e nunca comento hahahah

  19. Dalila Gomes 27 de janeiro de 2016
    às 13:22

    Gábi, que boa reflexão. Semana passa ao entrar em uma loja que vende, exclusivamente, roupas básicas, achei que iria pirar: olhava de um lado para o outro e não me encontrava na loja. Pensei: esse lugar não combina comigo; em seguida tive um flash : será que tenho condições de vestir o que essa loja vende? E desde então fico ensaiando um encontro com meu guarda roupa a fim de saber qual é meu estilo. Amo estampas, mas quando olho meu guarda roupas, são elas que predominam , e o básico fica renegado à roupa íntima e duas ou três regatas. Sua reflexão foi importante para me ajudar a organizar meus pensamentos e, quem sabe, “conversar” de modo inteligente com minhas roupas.

  20. Mundominimalistablog 27 de janeiro de 2016
    às 15:55

    Ei adorei o texto.Estou começando meu blog e eu postei esse teu texto com o link do seu site lá,se não se incomodar.
    Me visite tb:
    mundominimalistablog.wordpress.com/

  21. OlGa 27 de janeiro de 2016
    às 23:37

    Oi Gabi, gostei do que li! Sou exatamente o contrário…básica/clássica demais!!! Não consigo usar cores fortes, vintantes ou cheia de coisinhas!
    Sensato é encontrar o equilíbrio, mas confesso que ainda consegui! Enquanto isso, sigo no meu básico! Bjao

  22. NÁ blézins 28 de janeiro de 2016
    às 20:08

    Oi Gabi! Cansei de ficar me preocupando com aquilo que as pessoas podem pensar sobre o que eu visto. Estou numa fase de me preocupar menos, de usar o que eu tiver vontade, sabe? Só quero roupas que me façam sentir confortável e confiante, independentemente se é agradável ou não aos olhos alheios. Isso tem me ajudado a me conhecer melhor. Quanto aos básicos, eu amo! Ai, tô falando demais… Parabéns por seus posts, continua inspirando a gente com seus looks.

    blog: eunaosoutodomundo.wordpress.com

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 11:38

      Boa, Ná! É nesse caminho que a gente tem que seguir mesmo. :)

  23. Regina 29 de janeiro de 2016
    às 10:33

    Oi Gabi!
    Me identifiquei com o seu texto. Estou num processo de “simplificação de visual”, que começou a surgir, principalmente, depois que virei frequentadora assídua do Pinterest. Antes, um look com jeans+blusinha preta+ sapatilha bege era inadmissível pra mim. Pensava que era extremamente sem graça; eu tinha sempre que estar cheia de cores, combinações e tal. Recentemente notei que na verdade eu me identifico muito mais com cores escuras. Aquela “obrigação” de estar sempre montada desapareceu. Lógico que estou longe de ser uma pessoa super básica, eu adoro colares grandes, batons escuros e sapatos estranhos, mas na parte do vestuário mesmo, vejo que me libertei. Isso é ótimo. Pode soar bobagem, mas me sinto muito mais eu.
    Adoro o jeito que vc escreve, conheci você pelo blog da Lia mas acabou que nem entro mais lá, só aqui, hahah :)
    Beijos!

    1. Gabi Barbosa 29 de janeiro de 2016
      às 11:30

      Nossas histórias são bem parecidas, né, Regina? Que bom saber que você gosta daqui. <3 Seja sempre bem-vinda, haha! ^_^

  24. Mareska 8 de fevereiro de 2016
    às 23:54

    Foi só lá pro fim da faculdade, mais ou menos 2008, que realmente comecei a considerar parar de me vestir da maneira como os outros pareciam querer que eu me vestisse. Eu usava roupas que não gostava muito porque era isso o que parecia que eu devia estar fazendo, eu usava sapatos que me machucavam porque “mas é tão bonito!”, eu usava maquiagem porque me falavam que era pra eu usar. Depois disso, passei por uma fase bem confusa no guarda-roupa porque não tinha muita noção da diferença entre Aquilo Que Eu Gostava e Aquilo Que Eu Gostava Porque Me Disseram Pra Gostar. Consegui resolver isso de vez fazendo limpas no guarda-roupa, e hoje eu realmente consigo olhar pra ele e me ver lá. Finalmente fiz as pazes com as minhas roupas, meus sapatos e meus batons <3

  25. BA MORETTI 11 de fevereiro de 2016
    às 23:27

    engraçado como são as coisas e como elas afetam a gente né? comigo rolava muito esse lance de se esconder mas no meu caso eu me escondia nas roupas básicas mesmo. não queria chamar atenção, não queria ser vista. por conta disso não me permiti muita coisa. graças, nos últimos anos é que comecei a questionar tudo isso. principalmente nesse último ano, que acho ter sido muito importante pra muita mulher. hoje já me sinto mais tranquila pra usar o decote que eu quiser, pra deixar o sutiã novo de rende que eu amo a mostra HAHAHAHA sabe, pra sendo euzinha a cada descoberta :) tão bom né?

  26. Melyssi Peres 12 de fevereiro de 2016
    às 16:19

    Gabi, achei muito engraçado que eu tenho esses mesmos sentimentos, só que em situação oposta! hahaha
    Em 2014 eu me vestia com roupas extremamente básicas, quase todas pretas também. Eu estava em uma época meio difícil da minha vida e acreditava que ao me vestir desse jeito, eu me “camuflava”.
    No ano passado saí dessa bad e agora uso roupas bem mais coloridas, estampadas, com recortes e sensualidades. Pra mim, essa é a ousadia, é de me destacar, de usar o que der na telha e ser feliz.
    Engraçado que o seu jeito de se vestir “pra si” é básico, enquanto o meu é bem colorido,
    Mas essa sensação é bem familiar pra mim, e que bom que estamos nos encontrando :)

  27. Laly Oliveira 4 de março de 2016
    às 16:53

    Engraçado que você falou tudo o que eu já venho sentindo e pensando há algum tempo. Adorooo um look mais básico, peças mais sóbrias e sou mega viciada em preto, branco, cinza e azul escuro e com a popularidade dos armários capsula, achei que era hora de assumir que verdadeiramente só me interesso por peças assim, mas aí vem aquele receio foda de “mas será que vai ficar legal viver só com essas cores?” “o que as pessoas vão achar?”, cara… A gente assume um visual mais colorido e animado só pra se inserir em um contexto social que no fim das contas, ninguém liga (só a gente). Se já tava com vontade de separar minhas peças “amor verdadeiro, amor sincero” e tava adiando, tomei a coragem que faltava graças a você.