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Sobre vidas e bolsas

Sobre vidas e bolsas

A maioria das mulheres é louca por sapatos, mas além dessa minha obsessão tipicamente feminina, também sou fã de bolsas. Não tenho tantas assim, mas aquelas que tenho têm cores diferentes, objetivos diferentes, combinam com roupas diferentes e são perfeitas para ocasiões diferentes.

Às vezes penso que sou chata demais para escolher bolsas. Gosto daquelas com alças maiores e com vários compartimentos. Não carrego só o básico, gosto de estar prevenida, por isso os bolsinhos me ajudam a separar cada coisa para não virar uma grande bagunça. Também penso que uma bolsa de uma mulher pode falar muito por ela mesma. A relação entre as duas pode levar a reflexões para a vida, se pararmos para observar.

Sabe quando você vê a sua vida cheia de pendências e obrigações e acha que irá explodir de tanta coisa? É quando paramos para analisar e ver o que pode ser eliminado dessa confusão toda, colocando em pratos limpos. É a mesma coisa ao abrir a bolsa e ver que existem objetos lá dentro que você nem lembrava mais. Aí jogamos tudo na cama e vamos escolhendo o que é realmente preciso.

Uma bolsa grande e pesada é ruim de carregar e pode ocasionar em dores fortes na coluna. Assim como na vida. Guardar mágoas, rancores, tristezas passadas só fazem ficar ainda mais difícil de suportar esse peso. Há coisas que carregamos que são desnecessárias. A grande dica é buscar a leveza. Quanto menos sentimentos ruins, melhor. Quanto menos papéis avulsos e canetas excedentes levarmos, melhor.

Bolsa de mulher sempre tende a ser um buraco negro, aguentando tudo o que colocamos lá dentro. Isso serve de lição sobre o que não fazer. Acho que o que devemos procurar na nossa vida é transformá-la em algo mais leve. Não é simplesmente esquecer das tristezas, apenas dar a elas somente o peso que merecem.

“Tem vez que as coisas pesam mais
Do que a gente acha que pode aguentar,
Nessa hora fique firme pois tudo isso logo vai passar.”
Marcelo Jeneci – Felicidade

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6 comentários

  1. Tamires Nascimento 23 de outubro de 2011
    às 19:21

    que texto bonito (:

    1. Gabi Barbosa 23 de outubro de 2011
      às 20:00

      Obrigada, Tamires :)

  2. Bruna 25 de outubro de 2011
    às 01:00

    essa frase no final do post caiu com uma luva pro meu momento. adorei! :D

  3. Gabriela 26 de outubro de 2011
    às 09:19

    Adorei a analogia. E tudo o que você disse é bem verdade, xará. As vezes a gente acaba se preocupando com coisas que não merecem nossa atenção. “Não é simplesmente esquecer das tristezas” Não mesmo! Porque um dia, a gente acaba lembrando. É bom virar a bolsa de cabeça para baixo, espalhar todas as coisas em cima da cama e JOGAR FORA o que não nos serve mais.

    Amei.

    Beijos <3

  4. Rafa Ribeiro 13 de março de 2012
    às 17:31

    Gente, que texto lindo :)

    Nada como fazer uma faxina na bolsa, uma faxina na vida.

    Beijos co-lo-ri-dos pra ti ♥