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Somos todos Frances Ha

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Deixe-me adivinhar: você está naquele momento da vida que não sabe muito bem o que fazer. Sente que é independente, mas nem tanto, e está com receio de qual rumo você vai tomar. Acertei? Bom, estamos juntos nesse barco, assim como Frances Halladay. Frances é assistente numa companhia de dança (já que não é ~boa suficiente~ para se tornar uma dançarina) e divide o apartamento com sua melhor amiga em Nova York.

No começo do filme, Frances tem um namorado que a convida para morar com ele – e ela recusa, já que não pode deixar Sophie, a amiga, sozinha. É quando, pouco tempo depois, Sophie avisa que vai se mudar para um lugar melhor. E aí Frances precisa, além de lidar com a falta da amiga, procurar lugares para morar.

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Durante a história, nos vemos em muitas das situações que Frances passa. Quem nunca se decepcionou com uma expectativa? Quem nunca se sentiu perdido ao olhar para o futuro? Quem nunca se viu refazendo a própria vida várias vezes? Quem nunca foi empurrando as coisas com a barriga para saber onde daria? Quem nunca?

Frances Ha é um hino para nós que estamos na transição para uma vida adulta e nos vemos ainda sem perspectivas. Frances parece passar por uma síndrome do Peter Pan. Ela faz as coisas porque precisam ser feitas, e não porque ela gostaria de fazê-las. Se ela pudesse, ficaria o dia todo na cama assistindo Netflix (ok, a parte da Netflix é por minha conta) e tentaria esquecer todas as responsabilidades – tipo procurar um lugar para morar que possa bancar.

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Mas, ainda assim, com as coisas dando tão errado, ela ainda tenta se divertir no processo. Por isso, Frances compra uma passagem para Paris numa viagem não planejada e fica na casa de pessoas que ela nem conhece direito. Quantas vezes não pensamos em parar com as desculpas e simplesmente viajar? Eu sempre.

O filme é real, muito parecido com a nossa vida. E é isso que o faz tão cativante. Os diálogos são bastante divertidos e em vários momentos senti vergonha alheia da Frances, mas porque eu me identifico completamente nas situações que ela passa (seria uma vergonha alheia de si mesmo?). A quem interessar, o filme está na Netflix e é rapidinho, 86 minutos. Fiquem aí com o trailer para ter um gostinho de como ele é:

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43 comentários

  1. Ana Claudia 1 de maio de 2015
    às 16:33

    Adorei o trailer! To louca pra assistir! Umas semanas atrás, assisti Laggies (Encalhados) que tem uma temática bem parecida! Só que a personagem principal é tão adolescente enrustida que com 28 anos ela ainda trabalha segurando a placa da loja do pai dela na rua! Vale muito a pena assistir e tem no Popcorn Time. :)

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:24

      Oba! Valeu pela indicação, Ana! :D

  2. Camila Santa Rosa 1 de maio de 2015
    às 16:35

    Acho que o comentário vai ser grande…

    Primeiro: tô louca pra assistir a esse filme! <3
    Segundo: tenho 22 anos, mas nos anos de 2013/2014 eu praticamente parei minha vida porque estava me sentindo totalmente perdida. Procurava de vários jeitos o que queria fazer da minha vida. Cheguei a mudar de Publicidade pra Jornalismo e voltar pra Publicidade porque eu queria saber de qualquer jeito o porquê de eu estar onde estou, morar onde moro, fazer o curso que faço, etc. Porém, o que mais me incomodava era o fato de eu não saber fazer nada de bom, de não saber o quê eu gosto de fazer.
    Isso me empacou durante dois anos, mas passou. Nesses anos eu conversei pessoalmente e virtualmente com pessoas sobre este assunto(que nunca tem fim), e descobri que TALVEZ eu nunca descubra o que gosto de fazer (pq tenho amigos com 27 anos que não sabem), muito menos algo que eu saiba fazer bem.
    Pra não me alongar mais ainda, finalizo dizendo que quando deixei essas questões "de onde vim, para onde vou, o que sei fazer, o que gosto de fazer" de lado, eu finalmente percebi com o que quero trabalhar POR AGORA. Acredito que amanhã eu posso mudar de ideia, porque todos podemos, mas hoje eu sei o que quero fazer nos próximos 5 anos, pelo menos. Acredito que só descobri quando deixei de lado toda o peso que estava em mim por não saber nada da vida.
    Mas apoio MUITO assistir filme/séries (Girls) sobre este assunto porque eu, particularmente, acho incrível.

    Obrigada por este post. Beijo.

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:28

      É complicado, né, Camila? Bate um desespero, achamos que nunca vamos conseguir nos decidir. Mas às vezes a gente olha pelo lado errado das coisas, e não percebe que não precisamos necessariamente escolher UMA coisa. Podemos fazer várias coisas que nos fazem bem, desde que consigamos organizar melhor nosso tempo. :)

      Beijo!

  3. Wanila 1 de maio de 2015
    às 17:17

    Nem assisti ainda e já me identifiquei muito. Vai ser o filme do meu fim de semana!

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:28

      \o\ \o/ /o/

  4. Mariana 1 de maio de 2015
    às 17:44

    Já fiquei tão perto de ver esse filme tantas vezes depois de ouvir falar muito dele e no final acabei não vendo, mas esse post me motivou e muito, já me vejo nele e estou louca pra assistir (agora mais que nunca haha)

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:29

      Vejaaaa, Mariana! :D

  5. Lidia 1 de maio de 2015
    às 22:22

    Ah, eu amo esse filme <3 achei sua resenha muito legal, porque realmente, esse negócio de semi-independência é triste, desnorteante e muito confusa. A vida é uma soma de frustrações, ainda mais nessa fase.

    http://www.prefirobsides.com.br/

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:29

      Haja frustrações, né, Lidia? Mas é inevitável, é uma época de decisões importantes das quais não queremos errar.

  6. Rayra 1 de maio de 2015
    às 22:31

    Olá!
    Já assistir e é um dos meus favoritos. Assim como VC, me identifiquei (e muito!!!) com a Frances. E o pior, é que eu acho que sou pior do que ela na verdade!!! Rsrsrs (rindo para não chorar!)

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:32

      Hahaha, acontece, Rayra! Sei como você se sente. :P

  7. BA MORETTI 1 de maio de 2015
    às 22:50

    aquele momento: ai meu deus será que é o filme da minha vida? preciso assistir

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:32

      Assista! <3

  8. Fernanda 2 de maio de 2015
    às 01:30

    Confesso que comecei a ver esse filme ontem, mas não passei dos dez minutos porque tinha que fazer outras coisas, mas confesso que desde ontem estou agoniada pra voltar ao netflix e terminar de ver esse filme. E agora voce só alimentou mais minha vontade. Tenho certeza que é um filme que me descreve também. *ansiosa*

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:32

      Assista, Fernanda! É difícil não se identificar com a Frances, hahaha!

  9. Deborah 2 de maio de 2015
    às 16:11

    Esse é um dos filmes da eterna lista de filmes e agora ele subiu pro primeiro lugar. Estou exatamente nessa fase da vida – como todo mundo – e parece que todo mundo está tão estável menos eu. E a última coisa que eu quero fazer é sentar e terminar de escrever minha dissertação.

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:48

      Veja, Deborah! A gente se identifica muito facilmente com a Frances, haha. E o mais impressionante é quando contamos para as outras pessoas sobre isso e elas dizem que estão com o mesmo sentimento que você. Existem mais pessoas na nossa condição do que imaginamos. xD

  10. Marina Ribacki 2 de maio de 2015
    às 23:41

    Me identifico TANTO com esse filme! Tô nessa mesma fase da vida da Frances e eu nem sei se um dia vai passar, haha. Só não perder o humor, que o resto a barriga vai levando :P

    1. Gabi Barbosa 3 de maio de 2015
      às 10:48

      Exatamente, Marina! Uma hora a gente consegue se achar, hahaha!

  11. Re Vitrola 3 de maio de 2015
    às 14:21

    Eu vi esse filme um tempo atrás, gostei, mas sinto que preciso assistir de novo. Mas lembro que o que mais curti foi a naturalidade que o filme era levado, dando essa sensação de identificação que você descreveu. Adoro isso, adoro filmes que fazem isso.

    Um bj,
    Re

    1. Gabi Barbosa 4 de maio de 2015
      às 08:58

      Eu também, Rê! Adorei esse jeito natural das falas, parecia que estavam apenas filmando o desenrolar de uma história real. :D

  12. Bruna 3 de maio de 2015
    às 17:19

    Impressionada como esse filme é unanimidade! Todos os comentários que leio sobre ele são muito positivos e com o seu, fiquei ainda mais tentada a assistir :) Como tem no Netflix, acho que não vai demorar! Beijos

    http://chezb.com.br/

    1. Gabi Barbosa 4 de maio de 2015
      às 08:58

      Que bom, Bruna! Espero que a sua expectativa seja superada, haha. :)

  13. Mãndy 4 de maio de 2015
    às 19:29

    Aaaah esse filme, filme da vidaaa ♥
    Meu filme predileto, juntinho com Amlie Poulain.

    1. Gabi Barbosa 7 de maio de 2015
      às 09:33

      Amélie também é amor! <3

  14. Duds 4 de maio de 2015
    às 23:08

    EU ME IDENTIFICO COM ESSE FILME NUM NIVEL ESPIRITUAL MEU DEUS <3333333

    1. Gabi Barbosa 7 de maio de 2015
      às 09:34

      HAHAHAHA! Num é??? <3 <3 <3

  15. Vanessa Proença 5 de maio de 2015
    às 19:43

    Ah, só o amor esse filme. Assim como o seu post, trazendo as sutilizas do filme que nada mais é do que cenas do nosso dia a dia.

    1. Gabi Barbosa 7 de maio de 2015
      às 09:35

      Brigada, Vanessa! <3

  16. carol vinagre 6 de maio de 2015
    às 13:38

    Adoro esse filme!!!! E a trilha sonora é uma delicia!

    1. Gabi Barbosa 7 de maio de 2015
      às 09:34

      É verdade, Carol! A trilha sonora também é uma lindeza à parte!

  17. Paola Alves 6 de maio de 2015
    às 15:45

    Me identifiquei total e fiquei com vontade de assistir! :DDD http://simsemfrescura.blogspot.com.br/

    1. Gabi Barbosa 7 de maio de 2015
      às 09:34

      Ebaaa! :D

  18. Bessie B. 8 de maio de 2015
    às 14:00

    Curti muito a dica!:) Tô precisando ver um filme que desperta essa sensação de identificação.

  19. Izabel 12 de maio de 2015
    às 17:03

    Nossa vou ver esse filme pra já!!! Pq eu acabei de fazer 30 e ainda tô perdida gente e desesperada com essa agonia que sinto!!! :( . Mas espero que tudo se resolva da melhor maneira possível! E que eu ainda consiga achar graça disso um dia se possível!kkkk…

  20. Carol Costa 13 de maio de 2015
    às 13:14

    Oi Gabi, já conhecia o filme e como não se identificar? Pra foi um pouco nostálgico e triste lembrar das expectivas que criei a respeito de algumas algumas amigas e dos tombos que levei. Mas, como a Frances, não dá pra guardar mágoa. Vida leve, vida que segue!
    http://dibobis.blogspot.com.br/

  21. Tany 16 de maio de 2015
    às 00:52

    Eu amo tanto esse filme. Quando vi a primeira coisa que fiz foi um post e recomendar ele pra todas as amigas porque e’tão real, tão verdadeiro. <3

  22. Laila Das Neves 25 de maio de 2015
    às 09:09

    Caramba Gabi! Você é fo**, esse post foi fo** hahaha (desculpa a euforia)
    Falou diretinho comigo como pode? Mas é como você falou existem VÁRIOS de nós na mesma situação.
    Me encontro também assim: independente mas nem tanto e sem saber qual rumo tomar. Ou até sei mas o medo da falta de garantia paralisa. Muito Obrigada pelo post Gabi, precisava refletir sobre isso e continuarei a refletir e tentar ser um pouco mais como a Frances e me divertir durante todo o processo que se chama Vida! Beijão <3

  23. yago 28 de maio de 2015
    às 10:39

    Adorei o filme. Corri pra assistir depois de ler esse post e logo de cara me identifiquei com a personagem. Muito bom mesmo, obrigado pela indicação.

  24. Manuela 10 de junho de 2015
    às 11:59

    hahahah… nossa, você me fez relembrar cenas ótimas do filme, nas quais eu me pegava pensando: “Tão EU!”
    Achei um filme bem simples, tranquilo, rápido, porém muito próximo à realidade de todos, em algum momento da vida, né?
    Muito bom!

    http://www.manipineiro.com